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As vezes a gente deixa passar oportunidades únicas de dizer pra as pessoas próximas coisas simples como um "obrigado". Mas não por não nos sentirmos agradecidos. A gente simplesmente acha desnecessário (e talvez seja, realmente).
Não acho que preciso olhar nos olhos de cada amigo e dizer o quanto gosto de sua presença em minha vida. Não preciso lembrar diariamente a cada uma dessas pessoas que me importam, o quanto eu me importo com elas.
Não tenho necessidade de relembrá-las com frequencia que estarei ao seu lado em qualquer momento que precisem. Não é necessário. Mas acabo de sentir como é bom. É gostoso se sentir amparado. É reconfortante se sentir querido. É bom demais se sentir lembrado. E exatamente por não ser necessário dizer todas essas coisas pra quem amamos, é que quando isso acontece é tão gratificante. E na maioria das vezes, surpreende.
Uma palavra de ajuda quando nem se sabe que dela se precisa, um convite para um sorvete em plena manhã de segunda feira (Lu, essa foi pra você, por tornar um diazinho chato como hoje um pouco mais "doce"). Um abraço apertado depois de uma discussão bem "tensa" (iih, Nau, essa é a sua cara!), uma piadinha oportuna nos momentos de nervosismo (bem " jeitinho Heleninho"de ser). Um telefonema de amparo naquela horinha em que se está prestes a desabar.
Esse seria um e-mail de agradecimento a você, Chico... por ser um desses amigos que, nas horas mais inusitadas, na correria do dia a dia ainda, tem essa sensibilidade toda para parar e me perguntar como estou (ou, notando que algo não está legal, passar essa força e esse estímulo todo). Mas tenho que confessar que me empolguei um pouquinho com essa história de blog, e ao invés de simplesmente mandar um e-mail, não resisti a agradecer em conjunto também a outras dessas pessoas que têm me ajudado nos dias em que não estou bem, ou sorriem comigo quando estou bem demais. :-)
Beijo pra todos vocês...
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Completamente perdida.
Tentando encontrar sentido nas coisas que acabaram de me acontecer, e forçando uma reação que me pareça (assim como às outras pessoas) adequada.
Nesse exato instante, minha vontade é a de gritar pra quem quer que tenha o poder de atender os meus pedidos... gritar e exigir que nesse momento algumas histórias tenham chegado ao fim.
O que me acabou de acontecer? O que, amiga? Só você tem alguma dimensão do vazio que senti, pois de uma outra forma, sentiu também um vazio estranho.
Pois quer saber? Não me deu sequer vontade de chorar. Me bateu aquela dor fria, dos momentos em que somos pegos de surpresa, desarmados, sem nenhuma idéia do golpe que estamos prestes a enfrentar.
Foi bem assim. Uma tristeza seca. Difícil de engolir. Difícil de encarar. Mais difícil ainda de reagir. Não houve reação, aliás. Fiquei prostrada em frente àquela encenação toda, perdida, sem acreditar no que estava vendo. Sem acreditar nos seus gestos, na sua indiferença absurda... absurdamente artificial.
Não sei se não estávamos preparados para nos vermos, mas a forma como aconteceu foi assustadora.
Agora, só consigo pensar em apagar essa lembrança da noite de hoje, para que a pessoa com a qual tanto já sonhei não se apague de minha memória. Não vou mentir ... está doendo. Muito mais do que das tantas milhares de vezes que me fez chorar. E logo eu, que sempre achei difícil chorar, me vejo agora numa situação na qual esta seria a saída mais fácil. O fim duro, seco, mostrado exatamente como é (não ache que ele é da forma como você tentou desenhar hoje), o fim de verdade, sem flores, trilha sonora ou lágrimas... este sim, é triste. E eu temo vir dele essa dor seca que sinto. Uma dor de quem já não vê mais sentido sequer em sentir tanta dor.
(e olha que esta pode ser apenas a ponta do problema... quem sou eu para dizer onde as histórias realmente acabam? Me resta esperar. E como espero...)
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Tres horas da manha... já passou o dia 12, e eu posso me alegrar por ter agido exatamente como achava que devia. Fiz o certo: nao fiz absolutamente nada. E é estranho, como me sinto normal. Nao acho que fiz esforço algum pra evitar pensar em quem nao devia... mas por outro lado, nao me sinto feliz por isto. Acho que deveria me sentir realizada: mas como já disse, nao me esforcei para nada.
Acho que os compromissos e as responsabilidades do dia engoliram qualquer espaço para possíveis reflexões... e nos momentos em que poderia questionar o que tenho sentido... não senti vontade. Pronto. Só isto: não senti vontade. Vinha esperando uma mega crise pós término de namoro, quando chegasse o dia dos namorados, e me surpreendi: não senti absolutamente nada do que pensava que poderia sentir. Não me dei espaço sequer pra saudade... Acho que tenho aprendido a preencher meus vazios com coisas suficientemente importantes. E tenho começado a acreditar que novos começos me esperam... por mais que eu relute em aceitar o fim de uma fase já distante. Sei que tenho que encarar certas "coisas"(leia-se: pessoas e situações) como parte de um passado. Passado, sem volta. Com um desfecho (triste, rancoroso,saudoso,melancólico... ou seja lá que adjetivos eu queira ou precise usar... contanto que aceite o FIM)... Nunca imaginei ser tão difícil aceitar que as coisas passam, independente de quão apegados estejamos a elas. O tempo não proteje nossos planos. Ele engole aqueles que se atrapalham pelo caminho, ou os que não sabem por onde devem ir.
Apesar de tantas descobertas novas, dou um passo "atrás" (ou, quem sabe... à frente...) e deixo aqui, em lembrança a algo que me tocou mais do que qualquer coisa na vida, um beijo grande pra uma das pessoas mais lindas, mas especiais, e sem dúvida, uma das peças mais importantes desta minha história.
Que este dia dos namorados, sem tristeza alguma, me faça reter tudo de bom que já vivemos e descobrimos juntos. Porque... apesar do tempo e da distância poderem mudar várias coisas em nossas vidas, o que tenho de mais bonito certamente ficará na lembrança. E acho que mereço desabafar um EU TE AMO '(só por hoje...) não particularmente pra léo, mas pra todas essas pessoas que fazem parte de minha história com tanta importancia, e deixando rastros tão visíveis(Mari,Nau,Vi,Ninho,Léo,Pai,Mãe,Kinha,Nana,Kilpp,Seca,Alex,Tati... e tantos outros incontáveis... desculpem a "pieguice"... mas hoje eu me permiti esse abuso...)
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Batalha
A folha em branco me encara
Audácia
A folha em branco me encara
Afronta
A folha em branco me encara
Ameaça
A folha em branco me encara
Amedronta
A folha em branco me encara
Pirraça
A folha em branco me encara
Incomoda
A folha em branco me encara
Reajo
A folha em branco me encara
Prossigo
A folha em branco me encara
Ataco
(A folha em branco não existe mais)
Juliana Kalid
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Por instantes me senti como sonhava.
Sendo pulsação pura.
Tendo o coração na cabeça,
olhos nos olhos,
a boca na sua.
Foi meio assustador o modo como
D
.. I
..... S
....... S
........ O
.......... L
............ V
............... I
nossa mágica em palavras realistas, duras, vazias.
Coloquei os pés no chão num dos únicos momentos
em que eu deveria ter
................................... V............................................................................................................................................
............................................................. O...................................................................................................................
............................................................................ A.................................................... O ................................
.................................................................................................... D............................................................................
(Falhei.)
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A raiva me toma me sobe me cega eu me recolho e espero o resultado nada acontece o mundo segue seu rumo tece seus erros e ninguém volta atrás pra saber como foi pra saber como deve ser as bombas explodem em mim e no mundo estamos em chamas está tudo errado ninguém concerta alguém desperta apenas um louco a gente também está louco o mundo está louco o louco está morto desespero me toma a raiva consome a dor transborda o agora se dilui em sangue e terror a guerra se espalha o tudo agora é nada o tudo é caos o caos toma conta de nós milhares de novos nós são atados inimigos que matam amores que morrem a vida corrida perdendo-se entre os disparos do ódio as flores murcharam o sol queima o frio queima mas a raiva mata a esperança não surge as esquinas carregam perigos pesadelos se apossam dos sonos sorrisos se apagam das faces a realidade se mostra cruel não há ponto de apoio o equilíbrio se quebra o céu desaba os pais castigam os filhos castigam e Deus não se mostra presente o futuro escurece o passado se esquece e o agora arrasta a sina a vida a ira dos homens a dor dos homens a vontade dos homens de acabar com o destino dos homens a lágrima cai mas o alívio não chega a certeza de um fim não reduz o cansaço deseja-se pausa pede-se vírgulas a respiração já não acompanha o ritmo dos dias das dores das fomes o ponto final teima em não aparecer na velocidade alucinante da batalha parece pretensão demais querer encerrar nossa fúria numa página qualquer limitá-la com pontos enfeitá-la com exclamações, questioná-la em vão ou buscar respostas que talvez nem existam
...
(as reticências parecem o mais oportuno, ainda que não totalmente adequado, na impossibilidade material de nos estendermos infinitamente na descrição desta "ira nossa de cada dia")
Juliana Kalid
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Histórias têm fim. Todos temos fim. Só não acaba aquilo que nunca começou...e, nesse caso, não saberia dizer o que considero mais triste. A bem da verdade, não creio que os fins devam ser tristes. Nesse curso (não tão longo,embora bem louco) da minha vida, tento ver cada final como uma nova possibilidade para o novo. Até aqui, tenho tido grandes surpresas.
Não significa uma troca. Seria bem injusto se, para caberem novas coisas em nossas vidas tivéssemos que fechar definitivamente uma outra porta em nossa história. Acho que a gente tem que aprender a caminhar pelo que já viveu sem se sentir dono dos momentos passados. Belas histórias não são algo que se possui - mas algo que sem ao menos perceber, se passa a ser.
(Algumas coisas, escapam ao tempo. Livres de motivos as coisas não têm uma razão para serem, mas são. E simplesmente duram. Absolutas. Para sempre. Dentro de nós.)
" Se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até o amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver com garra
eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto
ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio
daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse ... "
Alice Ruiz
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" Resolvi que não tenho mais problemas. Eu os invento.
Portanto, neste momento, está desinventado todo e qualquer constrangimento.
Anulada qualquer culpa.
Quebrado qualquer quebranto.
Nenhuma dúvida restará. Inválida será qualquer dor
De agora em diante, simplesmente não entendo o que não se explica.
Não me confundem mais as palavras. Volto a ser gente que só sente. Simplesmente. "
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Esse mundo de palavras me encanta - inebriada por essa incrível capacidade que alguns "iluminados" têm de "sentir através do lápis" , tenho que admitir meu espanto : muitas vezes pessoas assim desvendam para mim coisas que sinto, e que talvez jamais conseguisse descobrir sem esta sua despretensa ajuda...
" Só no mundo do nunca existem lápides... Que importa se - depois de tudo- tenha ela partido, casado, mudado, sumido, esquecido, enganado, ou que quer que te haja feito, em suma? Tiveste uma parte da sua vida em que foi só tua, e esta, ela jamais poderá passar de ti para ninguém.
Hé bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte da tua vida presente, não do passado... e abrem-se em teu sorriso mesmo quando, deslumbrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah ... nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura ...
A thing of beauty is a joy for ever - disse, a cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer. "
(Uma Alegria para Sempre - Mário Quintana)
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Saudade
"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói. Morder a língua, cólica dói, cárie e pedra no rim também dói.
Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta Que não se encontra mais. Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, o tempo não perdoa. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, no outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se aprendeu a estacionar entre dois carros, se continua preferindo Skol ou se continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados. Será que ela continua cantando tão bem e se continua adorando o Mc Donald's. Será que ele continua amando os livros e se continua gostando de dar longas caminhadas. Será que ela continua a chorar até nas comédias. Será que ele continua lendo os livros que já leu. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como freiar as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler."
"Miguel Falabella"
(é bem assim mesmo, né ? ... ... as vezes a saudade bate e não existe remédio... ajuda um pouquinho pensar que, pra se ter saudade, é porque certamente coisas boas já te aconteceram ... :-) êêêêêta otimiiiiiiiismo ... risos... - entremos no "joguinho do contente", ora bolas... de vez em quando faz bem !!! :-) - principalmente em plena segunda feira !!!! )
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Que em cada esquina desse caminho torto que a gente trilha
Haja sempre um cantinho aconchegante que dê pra guardar os
pequenos grandes momentos que a gente vai acumulando em nossa história.
( um brinde a esses momentos - e a essas pessoas que sempre conseguem trazer estes momentos com elas, quando se aproximam de nós )
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