Orkut Visite meu Baú de Espantos Conheça o Vitrine de Mim 2.0

Vitrine de mim





( Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais )


Hoje senti (mais uma vez) que estou perdendo tempo. Não tenho me dedicado ao meu curso de Direito, estou de saco cheio do estágio (tááá.... acho que estou sendo um pouco repetitiva... mas é que essas sensações vêm e voltam todos os dias, sem que eu tome atitude nenhuma).
Não sei se consigo explicar o que me dá de vez em quando. Estou sentada no meio da sala, em plena aula (qualquer uma), e me desligo completamente do que o professor está falando. Olho para os lados, e sei que sou a pessoa menos interessada naquelas palavras ... me sinto mal. Dá vontade de sair correndo, ir para a minha casa, para um canto qualquer, me esconder daquilo tudo, e fingir novamente que a culpa por estar vivendo isto tudo na verdade não é minha.

Detesto sentir que estou prestes a falhar. Na verdade, acho que não sei como falhar. Sempre acreditei poder dar um jeitinho em qualquer situação, e isto até hoje estava dando relativamente certo. Mas chegou um momento na minha vida no qual sei que "dar jeitinhos" não é mais uma opção inteligente. Esse é o momento no qual eu preciso definir minhas metas, no qual eu tenho chance de abrir caminhos. Não dá pra percorrer essa fase aos tropeços. Esse erro pode me custar caro demais ...

Hoje a tarde mais uma vez respirei fundo, e me enchi de idéias. Cheguei em casa, deitei ao lado da minha mãe e tentei desabafar. Mas é incrível como o simples "falar" sobre as minhas dúvidas e assumir que não estou no caminho certo, me traz um nó na garganta ... e nunca consigo dizer tudo o que quero, pois sei que no meio vou chorar... e a minha mãe não me levaria a sério ...

Hoje, ao menos consegui dizer que sei que não quero Direito. E falei sobre a minha vontade de sair de Salvador. Pensei seriamente em trancar a Facs, e tentar alguma transferência para fora daqui. Comecei a pesquisar, e estou estudando a possibilidade de tentar alguma coisa em São Paulo. Não sei... tenho a impressão de que preciso me desvincular de algumas coisas e procurar meu caminho próprio. Tenho me mantido onde estou pelos motivos errados... e está na hora de virar o jogo. Quero fazer o que gosto... e o que sei que posso fazer muito bem. Cansei dessa mediocridade à qual me tenho sujeitado...

Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais


Reencontrei por acaso uma amiga de infância. Daquelas, para as quais a gente conta os segredos mais graves (quando a gente nem imagina ainda o quão simples eram estes nossos "graves" segredos...).

Pois é...estava no trânsito, parada no sinal, sozinha. A janela do carro fechada, o som quebrado, sem ar condicionado, morrendo de sono e pra completar...a caminho de mais uma tarde no "amado" estágio. Tradução : era a visão do inferno.

Exatamente nesse contexto olhei para o lado, procurando qualquer coisa pra passar o tempo.
Foi bem rápido : olhei, e instantaneamente veio o choque mútuo e a ensurdecedora pergunta: SERÁ ???? Ai, meu Deus ... não pode ser ... Como assim?

Do lado de lá, no outro carro, aquele rosto conhecido empalidecia, sem graça... não deu tempo de trocar palavra alguma.
E naquele momento, estou certa de que nenhuma de nós duas queríamos que desse...

O sinal abriu, não sei quem partiu primeiro. Os olhares desde aquele fatídico primeiro momento, haviam já desistido de se cruzarem. Pegamos direções opostas... ou desviamos o caminho pra evitar nos cruzarmos novamente numa esquina qualquer.

Um sinal vermelho.
Uma leve distração.
Um reencontro inesperado.
Um constrangimento hilário...

... e a consciência de que não éramos mais as mesmas, nem tínhamos mais sombra alguma daquela antiga cumplicidade...

( Como estar tão segura disto? ... É que eu tenho certeza absoluta de que a amiga que eu tinha nunca se sentiria tão envergonhada por ser flagrada tirando uma inocente melequinha do nariz...)

P.s.: Não posso negar que depois do acontecido, meu dia ganhou um pouquinho de graça ...




Estou muito melhor. Não que tenha acordado com aquela sensação que gostaria, de que nada passava de equívoco meu, e o mundo novamente está sorrindo para mim, etc, etc...
Mas afinal não posso retirar o mérito de algumas amigas minhas... e o poder que elas têm de me fazer rir, em qualquer ocasião... por mais que a tendência seja completamente outra.
Nessas horas que eu noto como tenho sorte... é que, independente de serem minhas amigas, e todas as qualidades que essa palavra normalmente carrega, elas são constantemente hilárias (acreditem.. e a maioria de vocês sabe disso... até nos momentos mais difíceis, ou mesmo tristes..). Me diverti muito hoje. Simplesmente por estar com essas pessoas, e por compartilhar momentos inusitados do meu dia com elas.
Ah... hoje decidi finalmente sair do estágio. Tomei toda coragem, já estava até mais leve, me senti determinada....... mas MauHumorzão não foi hoje lá no escritório, estava em audiência, eu acho... ou seja... tive que adiar esta conversinha para segunda feira. Mas pensando positivamente.. não há dia mais adequado para se começar vida nova, do que segunda feira, não ? Veremos...
Bom... tenho mais uma coisinha sobre a qual falar... provavelmente a mais importante de todas, mas prefiro dedicar um post exclusivamente a isso... então lá vai ... bem aqui em cima ...
(ps. para Caio : ííh, amigo.. acho que nem melhorando o humor eu me animo pra esse Sauípe Folia.. nem eu estou entendendo essa minha falta de vontade de ir... alguém me sacode e me chama de louca, por favor ???????? ---> é, mas até agora... naaaaaada, nem um pinguinho de vontade, amigo ... )


Passei o dia inteiro com uma sensação inexplicável. Um frio incômodo na barriga, um pressentimento ruim, uma sensação de que algo não está caminhando bem... durante todo o dia, estive absurdamente tensa. Nunca tinha experimentado isso... foi péssimo. Estava nervosa como nunca me vi antes. Um clima pesado, uma certeza no ar de que algo de grave está para acontecer. Passei o dia INTEIRO preocupada. A princípio a minha vontade era de gritar, e ver se esse peso todo saía dos meus ombros... mas permaneci calada, quieta, atenta a cada segundo, e a cada movimento como se me preparasse para uma surpresa desagradável, e sabendo que nenhum preparo iria conseguir me proteger da surpresa.
Eu disse... não foi algo explicável ... é difícil demais descrever esse dia terrível que passei hoje. Fiquei tão nervosa, tão angustiada (acho que essa palavra cabe um pouco melhor no que senti; uma angústia incessante, e sem dimensão) que em um determinado momento, não consegui parar de tremer. Estava eu, dentro do carro, saindo do escritório,no meio do trânsito, sozinha; sentia muito frio, apesar das janelas estarem completamente fechadas. Meus ombros e meu pescoço não conseguiam se mover ... e eu não parava de tremer. Foi terrível. Não sei exatamente o porque... aliás... não tenho idéia alguma do que me levou a este estado... mas comecei a chorar desesperadamente. Era aquele choro que não alivia nada... aquele choro que cansa, que não se consegue conter...
Cheguei no Oficina (teria uma reunião às seis horas). Estacionei um pouco distante, eram 5:50. Não tive coragem, vontade, sei lá... não conseguia sair do carro, nem parar de chorar. Quando tomei a atitude, já eram 6:10, a reunião já tinha começado e aquele pressentimento ruim estava mais forte ainda. Me deu enjôo ... dor de cabeça... falta de ar .. (eu, a esta altura, não entendia mais nada..)... por pouco, não passei mal. Lavei o rosto, e fui pra a reunião. Nara não estava, nem Clara... àquela altura, queria encontrar qualquer amiga, pra me abraçar e dizer pra eu parar de besteira...
Léo também não estava. Pra ser sincera, não sei se foi bom ou ruim. Àquela altura, ver que nem ele estava por perto me fez sentir mais esquisita ainda. Pensando bem, talvez, se ele estivesse, poderia piorar ainda mais minha situação... bem provável...
No caminho de volta, indo pra a faculdade, ainda estava mal. Meu choro, já nem me cansava mais. Minha maior vontade era ligar pro meu irmão, meus amigos, pra cada pessoa que conheço pra ter certeza de que estava tudo bem. Pode parecer estranho, mas senti necessidade de rezar. Senti vontade de desviar o meu caminho, entrar numa igreja qualquer e rezar. Sentir aquela paz, aquele tipo de leveza que só existe onde há fé.
Agora, pretendo dormir. Amanhã, espero que nada disso me faça sentido, ou que eu possa realmente me sentir tola, exagerada, impressionada demais... por enquanto, tenho que admitir, que o meu coração ainda está um pouquinho apertado... e que apesar de ter chegado em casa e estar tudo bem, hoje ainda resgato todas as minhas orações de infância...


Hoje eu tive aquele mesmo gostinho de quando Lu me chantageou a filar uma aulinha pra tomarmos sorvete, em plena manhã de uma segunda-feira. Pois é ... a mesma vontade de dizer "obrigada", e a consciência de que mais um dia foi "salvo" por uma brilhante idéia fora-do-script. Hoje você reclamou (injustamente!) de não ter um post em sua homenagem aqui no meu blog .... .... pois a reclamação não poderia vir num momento mais propício ... É que é até estranho essa certeza que hoje tive, de que passar esta tarde com você, fazendo "nada", ou num programa de gordinhas, ou indo ao cinema... de qualquer forma, eu sabia que era este o início ideal pra a minha mudança de humor ...

Pois é, gordinha ... fique sabendo que mesmo se você não tivesse proposto esse programinha clandestino, essa sua amiga da temporada aqui não ia largar do seu pé hoje de jeito nenhum ... nem que pra isso, eu tivesse que ir novamente na Justiça Federal ... essas risadas sem motivo da gente, que só a gente entende, de tão bobas que são... hoje me eram essenciais !
Te adoro ! E retribuo : você, pra mim, COM CERTEZA também será a melhor coisa que levarei do Garcez e Freitas !!! Beijo !


Minha sensação é a de estar anestesiada. As coisas acontecem a minha volta, e passam. Não sinto vontade alguma de participar de nada do que vejo. Não quero responder perguntas tolas, nem tenho tido saco pra sorrir por educação para pessoas das quais nem gosto, nem desgosto. Me sinto naquela fase do - me deixe quieta. Não quero conselhos, tampouco consolo.
Se bem me conheço, vou rapidamente buscar um motivo qualquer pra me sentir bem de novo... e por mais que eu saiba o quão forçada essa busca foi, já vou ter conseguido o que quero (e estar bem é só o que importa).

Acho que sei mais ou menos o que tem a capacidade de me deixar assim... sempre que alguém que me importa põe à prova alguma qualidade minha, ou questiona meus erros e meus defeitos, tenho essa tendência a fechar-me em mim mesma, pra tentar me entender, e me defender. E quando não consigo essas respostas ou defesa alguma, me calo até que eu consiga novamente esquecer tais perguntas.

O que mais incomoda é que normalmente, as pessoas com capacidade para me colocar nesta situação são sempre aquelas nas quais mais confio, ao ponto de saberem exatamente quais foram os meus maiores erros, como eles me machucam, e a hora exata de jogá-los sutilmente na minha cara. É meio traiçoeiro o fato de que quem a gente mais ama é quem tem maior capacidade de nos atingir. Na maior parte das vezes, a intenção não era esta... em outras, não se esperava que a dimensão fosse tamanha.

As vezes me sinto desprotegida frente à capacidade que umas poucas pessoas têm de me conhecerem. E de manipular inconscientemente o meu humor, com uma simples frase lançada numa hora ou de maneira inadequada.
É que há certas coisas, as quais eu preciso esquecer, e o simples fato de as ter dividido com quem confio, não torna isso possível. Hoje é exatamente essa cumplicidade, que a princípio me foi extremamente necessária, que me faz relembrar tudo aquilo que gostaria de já ter apagado. Por tudo o que já dividimos, meus melhores amigos carregam consigo um pedaço de cada erro que cometi. E isto me torna incapaz de simplesmente esquecê-los.

(Amiga... não sei se deu pra você entender direito o que eu quis dizer... talvez nem eu saiba exatamente o que isto significa... é que eu acho que analisando o sábado passado notei o poder que a gente tem para mexer nas feridas uma da outra. Acho que minha defesa, ao ter tocado o meu ponto fraco numa hora em que achei que você não tinha esse direito, foi tentar fazer exatamente o mesmo com você... e quer saber? doeu em dobro. Acho que também te devo desculpas ... )


Tudo o que eu queria agora era ter acordado com aquela sensação (que com certeza vai chegar em breve!) de que esse meu mal humor insistente, assim como veio a princípio sem explicações, também foi-se embora sem um porque.
Hoje acordei bem cedinho... abri os olhos, sentei-me na cama e - humpft! ... continuava meio pra baixo. Então, decidi deitar mais um pouco, dormir mais uma horinha pra ver se melhorava... mas nada....... acordei agora ( 10hrs da manhã ) e, pra meu desespero, a cada instante que passa começo a encontrar uns tantos motivos para estar realmente como estou. Ai, isso é tão ridículo, né ? Parece que quando a gente está triste, mesmo sem motivos, a gente começa então a criar motivos pra isso... e a tristeza aí vai se prolongando...
Sabe quando você assiste um filme bem triste, que te faz chorar sem parar (detalhe: nem precisa ser assim tão triste pra me fazer chorar) ? E aí, por não conseguir parar, vc começa a imaginar um monte de bobagens, e chora de verdade...como se algo muito ruim tivesse acontecido de verdade com você... Ah, tem também a velha situação de se estar chorando por alguma coisa específica, e aí : pronto! Você começa a lembrar de tudo o mais que já deu errado em sua vida, de todos os seus problemas familiares, daquele amigo de infância que vc nunca mais viu, do cachorrinho que morreu, e que você tanto amava ... chega a ser cômica essa nossa tendência ao drama ... aliás ... será que isso também acontece com outras pessoas ?


( Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz )


Um dia, tudo o que eu tinha pareceu desabar de repente. Amigos de sempre começaram a se distanciar, e eu via cheia de receio pessoas queridas que pouco a pouco pareciam não mais se entender. Num instante breve, tudo se transformou. E eu me vi obrigada a aceitar algumas mudanças que sabia serem necessárias e inevitáveis... mas que me assustavam acima de qualquer razão. Um por um, foram se desfazendo os namoros...e como num passe de mágica, o "estar juntos" antes tão natural, agora nos era extremamente desconfortante. A cada laço que se "desfazia" eu sentia um pouquinho daquelas tantas "histórias de nós todos" ficando mais para trás. Percebia que não adiantava a minha tristeza, não importava a falta que eu sentiria daquilo tudo... o tempo havia simplesmente passado, e levado consigo qualquer chance de que aquelas determinadas histórias dessem certo do jeito que estavam.
Hoje eu estava procurando uma foto daquele tempo pra publicar aqui. E me esbarrei em algumas lembranças a tanto tempo empacotadas, que me comovi. Fiquei tentando lembrar os detalhes das nossas viagens loucas ... acho que a primeira de todas, pra Morro de São Paulo, num reveillon, se não me engano ... Marquinhos ainda era "o namorado de Mari", Léo ainda era Leozinho, e nem sonhava que um dia seria "barriga" :-) ... assim como ninguém imaginava que a "japinha" fosse virar, sem maiores explicações, "Lora". Bom... acho que depois, veio o S.João de Ibicuí... caramba...vcs se lembram daquele ônibus tosco (Shalom !) que eu e Heleninho alugamos? Dois dias de viagem, 7 pneus furados, e duas multas por excesso de velocidade (??????????) - realmente, nada tinha muito nexo... quer dizer.. ... no fundo, tudo fazia sentido sim... apenas por estarmos juntos.
Depois veio o que? .... Acho que mais uns dois ou três feriados no Morro, Piritiba, Campina Grande, incontáveis finais de semana em Guarajuba ... ... uns quatro anos passados assim, e as coisas todas foram aos poucos se desmanchando ... a partir desse ponto, não consigo me lembrar de estarmos todos juntos novamente um instante sequer. E sem sentir, fico buscando ainda hoje um espaço no qual me sinta tão a vontade quanto lembro ter me sentido um dia entre vocês. Queria novamente um pouco daquele aconchego que só agora percebo que tínhamos.
Hoje acho esquisito como nossas histórias acontecem separadamente. Apesar disso, o carinho daquele tempo permanece intocado. Cada um tentou ao seu modo manter o contato como pôde... e o lado mais bonito da nossa história, é que apesar da saudade de um tempo cada vez mais distante, apesar do silêncio a respeito daquilo que sabemos não ter (nem caberia) mais retorno, existe uma estranha cumplicidade entre nós... uma cumplicidade que ignora datas, ignora estigmas, e não precisa de razões ... cumplicidade (espero que eterna) de quem carrega um passado em comum; de pessoas que sem mesmo notar, aprenderam a crescer juntas, fizeram grandes escolhas, e se têm presas umas nas outras pelo simples fato de já terem sido infinitamente felizes em momentos só (e tão) seus.
Queria agradecer a você, Nina, por ter me mostrado que os fins não precisam ser trágicos nem dramáticos...e que eles podem ser necessários, justamente (e olha que ironia...) pra preservar o que já se teve de bom. E pra se poder criar novos começos...


(Nina e Mari)

Bom... aqui está a foto exigida :-) Acho que te dei um sustinho com esse "relato-sentimental", não foi? risos... esperava o que? Que eu colocasse a foto e pronto? Pois queria deixar CLARO que não havia colocado uma foto antes, pois tinha esperanças de consertar o scanner e postar uma atual, na qual estamos juntas... quando der, eu troco! Te adoro muito, Nina ... e por tudo que já passamos juntas, e pelo que espero ainda ter pra dividir com você, queria que vc soubesse como me orgulho de porder ainda hoje te chamar de amiga. Beijo !

Estranho como algumas pessoas conseguem ser discretamente especiais na vida da gente, né? Hoje eu (por um MILAGRE!) lembrei do aniversário de Alex. E comentei com Bi, como se fosse óbvio que ela conhecesse ele. Com a maior naturalidade (e o humor típico dessa gordinha...) ela soltou uma piadinha - Iiih, vc nunca falou desse, não.. quem é? Vc nem gosta muito dele... assuma...
(depois de algumas risadas...)
Parei pra pensar em como isso é estranho. Não é alguém presente em minha vida, mas em todos os momentos importantes que eu consigo me lembrar, esteve do meu lado. Não sabe das últimas novidades, do último paquera, da última viagem, dos amigos recentes... mas nunca vai achar que me conhece menos por isto... muito pelo contrário... será sempre alguém que me conhece de ponta cabeça.
Pois é ... só queria deixar aqui um beijo grande e um FELIZ ANIVERSÁRIO maior ainda, pra esse meu irmão de coração... de quem eu talvez não fale muito, mas sem dúvida uma das primeiras pessoas que me viriam à cabeça se eu tentasse explicar o que pra mim significa ser amigo.

PARABÉNS !!! (e que as tantas lembranças que todos nós guardamos das "melhores épocas das nossas vidas" continuem se acumulando, e sendo ainda repetidas por eternas " tardes de sábado" à mesa de um bar qualquer... risos...)

POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS
(Clarice Lispector)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.



Queria ter novamente a felicidade de sermos amigos. Mesmo que esta felicidade na verdade nunca tenha existido, preciso dela exatamente agora, pra poder imaginar que já tive você de uma maneira infinita... de uma forma que possa durar além de qualquer término de namoro.
Me pergunto se tenho o direito de expor o que sinto em relação a você desse modo... mas por algum motivo maior do que eu, já não tenho mais controle ; é a minha forma de não deixar que as coisas morram de uma hora para outra (mesmo quando já tiverem morrido) .
Tenho estado bastante ocupada. Meus últimos meses distante de você não se passaram com dificuldade. Mas os poucos momentos nos quais me permiti lembrar de você foram sempre confusos o bastante, a ponto de reclamar que eu escreva algo...
Só assim posso ainda ter a impressão de dizer tudo o que preciso a você, apesar de saber que nunca vais ler palavra alguma (e se algum dia esta impressão mudar, sei que a partir de então não terei mais liberdade para escrever com tanta honestidade).

É que nos silêncios que se cruzam entre nós dois, realmente já não cabe mais palavra alguma... mas eu ainda sinto necessidade de falar.

O tempo passa, vivo situações novas, minha vida inteira parece tão diferente daquela que conheceste, que as vezes sinto uma certa obrigação de não lembrar mais de você. É como se pensar no que vivemos não coubesse mais no que sou hoje.
Tudo mentira. Queria ter coragem de admitir, sem me preocupar com uma possível dupla interpretação, que ainda penso em você. Que o que mudou, foi que aprendi a viver longe, mas nunca vivi de fato sem você. E isso está estampado no que sou.
Cada gesto meu, muitas das minhas manias, dos meus hábitos, gostos, preferências, as piadinhas do meu repertório, meus trejeitos, minha maneira de falar... tudo está infestado com sua presença. Uma presença que se mostrou a partir do dia em que te senti ausente.
A partir do instante em que notei que não mais estaríamos juntos, descobri que independente de qualquer coisa, estaríamos juntos para sempre. E que o que sou não se desloca por completo do que fomos, nem que eu insista nisto.

Muitos me perguntariam o motivo de ter retornado a esse assunto num momento tão positivo de minha vida, e voltado a precisar falar de (com) você numa hora em que não pareço estar nada melancólica.

Não sei se aqui caberia resposta alguma... Realmente, estou feliz. É verdade...as coisas têm acontecido muito bem. Tudo vem dando certo, apesar dos tropeços. Acho que simplesmente sinto falta de estar ao seu lado de vez em quando. Ou de saber que posso estar. Falta de uma certa risada, aquela que você ainda solta quando está muito feliz ao lado daqueles que sabem te fazer feliz. Saudade de dividir essa alegria toda que nos últimos tempos tenho vivido, saudade de dividir tantos lugares, e tantas pessoas novas... de poder olhar nos olhos e dizer que confio, de dizer que preciso, de dizer que gosto. Tenho sentido falta da nossa intimidade. Da nossa maneira só nossa de estar sozinhos no meio de uma multidão. De nossa forma de dizer eu te amo sem precisar abrir a boca, ou de pedir desculpas com um simples beijo na testa. Começo a acreditar que existem pessoas que farão parte de mim eternamente. Independe do estar junto, ou do querer estar junto.

Hoje eu sonhei com você. E por isto acordei com saudade. Por isso notei o quanto nos distanciamos, e o quanto esta distancia pode aumentar a cada dia. Notei que os caminhos da gente não têm se cruzado, que os nossos amigos não são mais os mesmos, que a vida tem corrido em tempos bem diferentes pra nós dois. Mas notei também que aquele amor que um dia eu achei que acabaria, na verdade não tem fim. Nossos papéis podem mudar ... nossa história, não.

(Velho post, com ilustração nova !)



Mais fotos de Curitiba !


Estas são apenas algumas, dentre as milhares de fotos que tiramos no ônibus na ida para Curitiba ... (afinal, tivemos que inventar o que fazer nestas 44 horas de viagem...)


Já essas, são as fotos da nossa Primeira Noite lá, a primeira no saguão do hotel e a segunda já na porta da festa, acho que o nome do lugar era " Moinho São Roque"


Por último, fotos da última noite, quando eu, Pri e Beta fomos parar num Albergue (ops! "CELU" !!!!!), e conhecemos três figuras inusitadas ... (Dan.. faltou só vc aqui na foto ... )



Estava sem fazer nada, aí ... ... já viu, né? Sai besteira ... (dessa vez vc foi a vítima, amigo!)


Há muito tempo não te vejo. Tempo demais sem pensar nas suas histórias, seus desejos.
Acho que me perdi em você.
Criaste tua própria vida, usando minhas mãos, e pode parecer tolo, mas não controlo mais o seu destino.
Sinto-me impotente, sinto-me pouco para definir teus rumos. Sua história parece tão mais complexa do que minhas intenções, que temo estar sendo criada por ti, ao invés do natural criar-te.
Meses atrás esta me parecia uma idéia fascinante. Hoje noto minha ingenuidade ao achar que poderia inventar-te, dar-lhe características, contornos, sensações, paixões, medos, problemas e vontades, e privar-lhe de vida.
Perdi-me no instante em que achaste teu próprio caminho. Agora me sinto inútil.
O papel parece estar distante demais e você já não me é uma figura familiar.
Encontro-me numa situação difícil...busco uma forma de retornar a um lugar que não me pertence mais, mas algo me impulsiona a continuar.
Já não tenho controle algum, mas sinto uma espécie de responsabilidade em relação a você. O que será de ti?
Como um filho, te vi criar asas... e sinto uma obrigação estranha de olhar os seus passos, censurar algumas investidas ou incitar alguns momentos titubeantes.
É incrível esta nossa capacidade de fugir de nossos próprios rumos. Metas traçadas, o início do caminho já foi percorrido, mas fui pega de surpresa por uma angustiante sensação de quem não sabe mais o que fazer.
Pareço ter descido ao chão após uma investida apaixonada num sonhado projeto que a princípio me parecia um fim em si mesmo. Mal entendia eu que este seria apenas o início de uma extenuante jornada, com conseqüências inesquecíveis. Hoje olho o trabalho já feito, e enxergo tudo o que ainda há por fazer. Parece difícil. Na maioria dos momentos, diria até impossível. Tenho medo de seguir e descobrir-me incapaz, mas como testar meus limites se não tentar seguir adiante?
Ignorando a covardia, talvez eu consiga evitar qualquer sabotagem a minha própria vitória.


P.S. Me sinto presa a você. Me sinto cheia de tudo isto; do seu mundo, seu jeito, suas sensações superficiais. Cansei de minhas palavras batidas, de todas as tentativas inchadas de pretensão tola. Talvez eu não seja capaz. Já não tenho prazer com você. Escrever me tem sido um ato de sacrifício. Como uma penitência, por não ter idéia alguma do que mais eu poderia fazer. A iniciativa desta empreitada me veio por achar-me capaz de fazer algo belo. Começo a acreditar que não me resta um espaço nessa glória. Minhas aspirações agora me parecem ridiculamente altas demais... e acho que perdi a crença de que um dia seria capaz de subir até lá.

(...) Depois de muito tentar concluir o projeto do livro, num "daqueles" dias em que me senti novamente incapaz ... A história realmente tomou um rumo difícil... e sei que perdi totalmente o controle. Me resta aprender a lidar com essa nova situação, e encontrar uma nova maneira de chegar onde a princípio havia planejado ( ... )


Noite de sexta feira, e eu, inexplicavelmente, não sinto a menor vontade de sair de casa.
Sinto falta de muitas pessoas... mas não consigo ter iniciativa alguma para chegar até elas.

Sem paciência para o estágio. Sem paciência para a Facs. Sem a menor vontade de ir dormir, mas quando isto acontece, não há nada que me faça sair da cama. O dia hoje estava feio mesmo, amiga ? ... Ou na verdade (como diria Clarice Lispector...) a cor dos meus olhos influenciou demais a forma como enxerguei esse dia cinza de hoje? Bem provável. Um dia chato. Sem grandes tristezas, ou qualquer tipo de alegria. Todas as irritantes tarefas cumpridas na medida também irritantemente exata. Tudo aconteceu dentro do programa. Nada foi improvisado. As vezes me pergunto o motivo desta minha necessidade de improvisos. Porque não consigo me encaixar em rotinas? Porque os começos, ou fins sempre me atraem mais do que os caminhos? Até a dor me parece mais digna do que essa tranquilidade morna. As coisas têm estado estanques. Não consigo achar razões pra escrever coisa alguma... nada me sobra ou me falta. Nada transborda ou se esvai... Parece irônico ... mas me bastar já não me é suficiente.


" Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não o vai dar mais pra chorar,
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo
que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um
coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa...
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
algum que sirva
Socorro, alguma rua que me
dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada ... "

(Socorro - Arnaldo Antunes)


"Reality is an illusion created by a lack of alcohol." - NF Simpson



Foto do final da melhor noite em que estivemos todos juntos ... (pois me desculpem, amigos... mas a sexta feira, foi definitivamente a melhor noite... peeeeeeena que vcs estavam dentro daquele ônibus goguento a caminho de volta para casa, enquanto eu e minhas "companheiras de albergue" curtíamos mais uma noite na Jockey... ).
Não é necessário comentário algum, né? Sem dúvida alguma, a noite em que eu estive mais espetaculosa, em que dançamos mais, na qual tiramos mais fotos, e a que teve mais BABADOS para contar no dia seguinte ... ops! Que dia seguinte nada... olha lá atrás na janela... já eram mais de sete da manhã, e estávamos afogando a bebedeira num café de gordinhos ...
(POR FAVOR ... notem o trio - Gu, eu e Jack- ... será que a gente tava bem ??? )


Imagina só a situação ... minha amiga Érica não perdeu tempo nem com os policiais em Curitiba! Olha só a carinha de conquistadora dela ... jeitinho de apaixonada... (eeeeeta, Kinha... que até hoje vc se arrepende de não ter ido passear na viatura, hein??? Risosssss ... ainda bem que ela não costuma ler esse blog ... quando ela vir isso, ela vai me matar .. e eu vou dizer que a culpa foi de Jack !!!!! hahaha ... quem mandou scannear as fotos ??? )
Destaque para a minha cara de " nem acredito que ela me fez passar por um papel desses... vir tirar foto com o guardinha... Ai, meu Deus... o que a gente não faz por uma grande amiga ... ?


Amigas .... nossa foto "As Panteras" ... ! ( tô plagiando nosso blog clandestino! ---> ah, pra os que não sabem o endereço do nosso blog clandestino, é www.euodeiocabelodetassis.blogger.com.br ).
Essa foto foi uma dentre as milhares, tiradas nas trilhares de horas dentro do ônibus, a caminho de Curitiba.



Hoje eu me senti pequena. Fui surpreendida pela imensidão do mundo ... ele se mostrou maior do que eu gostaria que fosse. Senti um empurrãozinho da minha mãe, tentando fazer com que eu notasse que longo caminho tenho pela frente. Sei que o empurrão teve a melhor das intenções... mas me assustou.
Ela tem uma sutileza que me choca. Uma forma leve de me dizer as coisas mais graves...
Tenho tido receio de olhar nos olhos da minha mãe. Eles têm o poder de refletir todas as minhas dúvidas. E ao contrário do que acontecia quando eu era criança, eles não revelam mais nenhuma resposta. Parece me indagar o tempo inteiro a respeito daquelas coisas que eu tenho evitado a todo instante pensar a respeito. São as minhas " coisas a decidir ", aqueles calos no sapato que me têm feito parar de andar. Assim... com esta (falta de) atitude e um comodismo que não me caem bem.
Tenho simplesmente evitado me cruzar com a minha mãe. Ela nem sequer desconfia disto ... nem sonha quais seriam os motivos. Acho que tenho projetado na figura dela, todas as expectativas que eu mesma tenho ao meu respeito.
Tenho me sentido falhar ... Não tenho sequer assumido minhas dúvidas. As poucas certezas nas quais me apóio, têm começado a desabar. Tenho me visto meio perdida... sem saber o que quero, e sem coragem nenhuma pra pensar sobre isto.

Incrível como em certos dias, dá essa vontade saudosa de acreditar novamente que os meus pais saberiam resolver todos os meus problemas... queria ter mais uma vez essa leveza ... poder dormir acreditando honestamente que no dia seguinte a minha vida inteira estará no eixo, todas as escolhas terão sido feitas, sem qualquer possibilidade de voltar atrás ou ter cometido engano algum .


É só o que posso dizer a meu respeito ? Ser "sincera"? Relativamente, sou. Não minto para formar verdades falsas, mas usei demais as verdades como um pretexto. A verdade como pretexto para mentir?
Eu poderia relatar a mim mesma como o que me lisonjeasse, e também fazer o relato da sordidez. Mas tenho que tomar cuidado de não confundir defeitos com verdades. Tenho medo daquilo a que me levaria uma sinceridade: à minha chamada nobreza, que omito, à minha chamada sordidez, que também omito. Quanto mais sincera eu fosse, mais seria levada a me lisonjear, tanto com as ocasionais nobrezas, como sobretudo com a ocasional sordidez. A sinceridade só não me levaria a me vangloriar da mesquinhez. Esta eu omito, e não só por falta de auto perdão, eu que perdoei tudo que foi grave e maior em mim. A mesquinhez eu também omito porque a confissão me é muitas vezes uma vaidade, mesmo a confissão penosa.
Não é que eu queira estar pura da vaidade, mas preciso ter o campo ausente de mim para poder andar. Se eu andar.
Ou não querer ter vaidade é a pior forma de se envaidecer ?
Não... acho que estou precisando olhar sem que a cor dos meus olhos importe ... sinto que realmente preciso ficar isenta de mim para ver .

(Um pouco de mim, por Clarice Lispector ... )


Esta é a minha sincera homenagem às três espetaculosas da noite de ontem : Brisa, Kinha e Jack (se encontrem ... eu fiz as bonequinhas especialmente para vocês... e dei MUITA risada escolhendo cada detalhe ... )







A convivência muitas vezes se torna uma necessidade dura. O ter que estar junto, independente das circunstâncias, o ter que acordar lado a lado, olhar para o outro e saber que, aconteça o que for, temos que aceitar os defeitos, conviver com a diferença, adaptar as incompatibilidades.

Dois modos diferentes de encarar a vida. Valores sutilmente distintos, humores que muitas vezes não se cruzam. Vidas eternamente paralelas, que se acomodam na certeza de ter sempre um alguém com o qual dividir o silêncio do quarto escuro, o frio da janela escancarada, ou o incômodo da luz acesa quando o sono não mais nos permite levantar pra apagá-la. Irmãos. Irmã. Quantos atritos em surdina, quantas guerras travadas em entrelinhas sutis. Quantos incômodos sustentados para que não caísse o teto em que nós duas sempre voltamos a nos abrigar. Esse abismo entre nós, que em alguns momentos, como que por mágica, se permite a construção de uma ponte. A passos amedrontados, tentamos tocar uma a outra de forma cautelosa. Um aprendizado eterno. Muitos receios. A coisa mais estranha para mim é até hoje não ter sabido chegar até você. As vezes consigo, mas sempre que isto acontece, eu estava distraída o bastante para esquecer o caminho que segui.

Não sei se a sensação é recíproca. Talvez seja coisa de irmã mais nova, tentando empacotar o que sente e deixar ao pé da sua cama discretamente , num dia em que todas as atenções estarão voltadas para você e o meu gesto não te causaria espanto algum. Como que o gesto de uma criança, que depois de aprontar algumas das suas, precisa do perdão do adulto mais próximo, mas não sabe se receberá colo ou uma grande reprimenda. Estranho este receio que ainda temos de nos aproximarmos ... estamos diariamente lado a lado, dividindo o mesmo espaço e as mesmas pessoas o tempo todo... mas conseguimos ser eternamente desengonçadas nessa tarefa de se dizer o que sente.
Hoje, em especial, meu esforço é justificado e necessário. É dia de baixar a guarda, se despir de cuidados e abrir a boca em alto e bom som pra dizer que te amo. Que apesar das milhares de diferenças, serei sempre a pequena orgulhosa da irmã mais velha, que para mim sempre conseguiu carregar o dom de colorir o que quer que toque.

Beijo.
E PARABÉNS.


" Tenho por princípio
nunca fechar portas
Mas... como mantê-las abertas
o tempo todo
se em certos dias
o vento quer
derrubar tudo ? "



Bom humor. Depois de uma noite deliciosa, com novos amigos que sabem se divertir... muito forró, conversa fiada e fofocas pra lembrar no dia seguinte.
Hoje acordei com vontade de pôr as idéias em prática. Terminar os planos em suspenso a tanto tempo, criar novos projetos... acordei com vontade de fazer as coisas acontecerem. Vontade de dar passos mais largos, concretizar uns tantos sonhos, realizar outras tantas meras vontades. Não me cabe mais reclamar a falta de tempo ... preciso começar a criar este meu próprio tempo, inventar metas, traçar meus novos desafios... meus planos têm estado meio esquecidos, em segundo plano, nos últimos tempos. Por isto não vinha me reconhecendo ... e por tudo o que acabei de decidir, declaro estar renascendo.








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