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Tensão. Contando os minutos. Ansiosa. Será que é agora ?!?!?!
Pairando no ar uma grande suspeita de que muito em breve eu serei tia !!! (esperando o resultado do exame de sangue... e essa caixa postal do celular de Renata, me deixando ainda mais nervosa ........... será ?!?!?! Ai, meu deus ..... tomara, tomara, tomara que dê positivo !!! Todo mundo de dedos cruzados !!! .
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" Quem se atreve a me dizer ? "
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("Que a noite traga alivio imediato")
Coisa esquisita este silêncio da noite. Ele é solitário ... mas parece me acolher como ninguém.
Já há algumas semanas que venho me sentindo estranha ( o que não é de todo estranho ).
Acho que me apaixonei.
Pela noite. De um "dia para o outro", quem sabe...
Me parece que por algumas horas (que sejam!) consigo transgredir o tempo... esse tempo, essa regra, essa ordem... Tenho a chance de manusear esses instantes nada promissores e construir, livre, o meu próprio momento para ser o que quer que queira.
E então eu invento vontades.
E sou eu, e mais mil.
E por isto não me sinto só.
A noite. Parece que nestes instantes logo posteriores ao sono dos que me rondam, é a hora em que me sinto disposta a acordar. E pensar. É então que me dá vontade, dá na telha, pensamentos, idéias e planos.
Quando o mundo dorme a minha cabeça parece começar a funcionar.
Me sinto bem assim . . . . . . . . . Me sinto bem aqui.
Ter um cantinho só meu está me ajudando a definir meus próprios hábitos. Começo a notar o que faço por que gosto e por que quero, e porque preciso... e diferencio isto tudo do que fazia por convivência. E respeito. Nestas horas sinto que o quarto é realmente meu. A casa é minha. A noite também, e com ela eu ganho o mundo... e a liberdade de possuir a minha própria vida; o meu próprio caminho.
Talvez seja isso ... é ... me apaixonei pela noite.
E quando o dia raia, e o sol se impõe sombreando a minha felicidade, perco toda e qualquer força, apetite, intensidade e vontade.
E durmo.
Até a minha lua aparecer de novo e me trazer de volta a luz da noite que me acolhe (sempre).
("Por isso, mãe, só me acorda quando o sol tiver se posto. Que eu, não quero ver meu rosto antes de anoitecer")
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" (...) quando as coisas resistem às idéias, e o mundo resiste aos sonhos não penso em mudar de sonhos nem mudar de idéias:
eu primeiro procuro mudar de coisas e mudar de mundo! "
Edson Marques (blog www.edmalux.blogspot.com - conferi, e gostei MUITO ! )
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Porque a gente só tem dimensão do quanto estava fora do peso, depois que a gente volta ao normal?
... tá, meio "fora de hora" (pra variar) esta minha observação, mas é que eu estava aqui, olhando o meu mural de fotos, e me deparei com uma daquelas fotos de Curitiba, ... como assim só agora eu consigo perceber que aquela calça jeans "justinha" não estava "justinha" a toa ??!!! Onde estavam as minhas amigas naquela época ?!
... E o pior de tudo, é que nem era proposital, tipo "sou sexy girl e uso roupas decotadas e justinhas para mostrar o corpão". É uma calça normal-básica-estilo-depojada, a mesma que eu usei hoje pela manhã, e tive que amarrar o casaco na cintura, pq ela está folgada demais, e só notei o quanto eu estava estranha quando já descia, atrasada, o elevador do prédio ..........
Ai, que saudades das roupinhas da minha irmã, e de todas aquelas calças lindas que só cabem em mim quando estou de dieta !!!!
Êêêêêêta problema bom, esse "não achar roupa que fique legal porque todas ficam folgadas" !!! ... Pois é, o projeto "casal magrinho" já está dando algum resultado !
Léo até conseguiu voltar a usar uma calça que ele comprou ANTES DA GENTE COMEÇAR A NAMORAR ! Isso aí, galerinha ... a barriguinha tá sumindo, e uma calça da sétima série já pôde ser desenterrada!
(...) silêncio para uma proposta indecente: (...)
.....................huuuuuuuuuummmmmmm .... assim ..................................................................
.......................... será ... que ....................
.............................bem ...............................................................................
................. só por perguntar ...................... .................... (...) cheia de esperanças (...) :
"A gente pode ir comemorar no La Kantuta ?!?!?!?! "
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- Vamos dar uma volta, fazer qualquer coisa mais tarde?
- Vamos. Que horas?
- Tenho que dar uma estudada, e não posso voltar tarde. Oito eu te pego, tudo bem?
- Combinado. Pra onde a gente vai?
- Vou pensar e até lá eu decido.
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Às oito em ponto, estávamos juntos, rumo a um lugar qualquer, apenas para estarmos juntos.
Mas quando tudo parece assim... "como sempre" ... eis que acontece ou a gente faz algo pra mudar a rotina, quebrar o lugar comum e transformar uma noite convencional de domingo em assunto relevante o suficiente pra sentar ao trono como "único post do final de semana".
Passamos pelo teatro Sesi, no Rio Vermelho, e me bateu a vontade de ir ao teatro. Não sabia qual o horário, qual a peça em cartaz, se havia ainda ingressos. Me deixei guiar pela vontade, fiz a volta, perguntei o horário ao guardador de carros:
- A que horas começa a peça?
- 9 horas.
- Ah... e que peça é essa de hoje?
- Íh ... não sei não ...
Estacionei, fomos à bilheteria:
- Você tem a descrição da peça, algum panfleto informativo?
- Olha, tem esse aqui, mas não diz muito não. É uma comédia. Um monólogo. O cara cozinha em cena, constrói objetos. É um recital. E fala sobre o tempo. (...) Ah! E está concorrendo ao prêmio Braskem (ou Brasken?).
- Entreolhares
- (...)
- Por mim, tudo bem.
- Então tá. Vamos nessa.
O resultado disso tudo foi uma noite cheia de satisfação. Na completude da palavra. Nada nem ninguém me poderia dizer mais do que aquela peça. Era exatamente disso que eu estava precisando: uma provocação. E as perguntas, e os incômodos, e as dúvidas voltaram a ter uma certa (qualquer que seja!) nitidez. Mas isso é bom. Fiquei estática por uma hora ouvindo incrédula a tudo aquilo ... coisas que eu há algumas semanas venho sentindo, sem conseguir enxergar, expressar, transpor em palavras, ou gestos, ou em qualquer forma de intelecção.
O tempo.
O mover.
O deixar estar ou fazer.
A angústia. Ela agora é própria. Não mais uma angústia qualquer.
Minha angústia hoje começou a me fazer sentido. E isso contraditoriamente, é um bom sinal.
(Prólogo - um monólogo de Osvaldo Mil - última seção da temporada). E eu fico encafifada: o que terá me feito, fora de hora, de dia, de jeito, de tudo, dar meia volta e ir parar exatamente alí? Caminhos tortos, estes que a gente vez por outra acha, pra começar a se encontrar...)
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Me perdi em planos, e não consigo mais me apoiar em nada. Está tudo flutuando, como eu a uns (distantes) instantes atrás. Ao meu redor tudo ainda permanece num êxtase em que eu, sem porque, não caibo mais. Minhas vontades de repente sumiram. Junto com o sorriso. E nem sequer acho motivos dignos para chorar. Não é tpm, não é estresse, não é cansaço; é uma fase. é um agora que eu odeio e quero que passe. é uma indiferença quanto ao que está por vir, e quanto ao que deixou de ser feito. é um "tanto faz" que incomoda. uma pressão constante por saber que as coisas deveriam estar me importando muito mais do que realmente estão. este tanto faz não é bem vindo. Não é libertador...e nem sequer parece meu. Não estou reconhecendo algumas das incapacidades que sinto diariamente. Elas me são novas. Me sinto sendo pouco a pouco auto mutilada. Evitando passos, espalhando "nãos", inventando desculpas para não me sentir mais incapaz ainda. Desculpas para mim. desculpas por estar falhando nesta tarefa de ser feliz quando tudo está a favor. Será possível ? Será realmente possível para alguém sabotar o próprio bem estar, não achar uma razão sequer para a dor que sente, ou para aquilo tudo que gostaria de sentir, mas simplesmente não sente... inerte que está ?! Um vazio de respostas. Pior, muito pior; um vazio de perguntas . Se eu soubesse o que procurar, ao menos a minha angústia se faria mais amena. E me faria menos amena. Tenho me sentido assim; de uma amenidade entediante.
Um meio sorriso forçado, uma caneca de café morno. completamente inversa; soltando aos ventos frases cheias de silêncios.(meu Deus, quem é essa ???).
Tudo ao meu redor em perfeita ordem, sonhos projetados para um futuro bem próximo, pressão na medida certa.
Nem essa sintonia toda a minha volta tem conseguido evitar um certo caos dentro de mim.
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