Orkut Visite meu Baú de Espantos Conheça o Vitrine de Mim 2.0

Vitrine de mim



Tensão. Contando os minutos. Ansiosa. Será que é agora ?!?!?!

Pairando no ar uma grande suspeita de que muito em breve eu serei tia !!! (esperando o resultado do exame de sangue... e essa caixa postal do celular de Renata, me deixando ainda mais nervosa ........... será ?!?!?! Ai, meu deus ..... tomara, tomara, tomara que dê positivo !!! Todo mundo de dedos cruzados !!! .



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" Quem se atreve a me dizer ? "

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("Que a noite traga alivio imediato")

Coisa esquisita este silêncio da noite. Ele é solitário ... mas parece me acolher como ninguém.
Já há algumas semanas que venho me sentindo estranha ( o que não é de todo estranho ).

Acho que me apaixonei.
Pela noite. De um "dia para o outro", quem sabe...

Me parece que por algumas horas (que sejam!) consigo transgredir o tempo... esse tempo, essa regra, essa ordem... Tenho a chance de manusear esses instantes nada promissores e construir, livre, o meu próprio momento para ser o que quer que queira.

E então eu invento vontades.
E sou eu, e mais mil.
E por isto não me sinto só.

A noite. Parece que nestes instantes logo posteriores ao sono dos que me rondam, é a hora em que me sinto disposta a acordar. E pensar. É então que me dá vontade, dá na telha, pensamentos, idéias e planos.

Quando o mundo dorme a minha cabeça parece começar a funcionar.
Me sinto bem assim . . . . . . . . . Me sinto bem aqui.

Ter um cantinho só meu está me ajudando a definir meus próprios hábitos. Começo a notar o que faço por que gosto e por que quero, e porque preciso... e diferencio isto tudo do que fazia por convivência. E respeito. Nestas horas sinto que o quarto é realmente meu. A casa é minha. A noite também, e com ela eu ganho o mundo... e a liberdade de possuir a minha própria vida; o meu próprio caminho.

Talvez seja isso ... é ... me apaixonei pela noite.
E quando o dia raia, e o sol se impõe sombreando a minha felicidade, perco toda e qualquer força, apetite, intensidade e vontade.
E durmo.
Até a minha lua aparecer de novo e me trazer de volta a luz da noite que me acolhe (sempre).


("Por isso, mãe, só me acorda quando o sol tiver se posto. Que eu, não quero ver meu rosto antes de anoitecer")

" (...) quando as coisas resistem às idéias, e o mundo resiste aos sonhos não penso em mudar de sonhos nem mudar de idéias:
eu primeiro procuro mudar de coisas e mudar de mundo! "


Edson Marques (blog www.edmalux.blogspot.com - conferi, e gostei MUITO ! )

Porque a gente só tem dimensão do quanto estava fora do peso, depois que a gente volta ao normal?
... tá, meio "fora de hora" (pra variar) esta minha observação, mas é que eu estava aqui, olhando o meu mural de fotos, e me deparei com uma daquelas fotos de Curitiba, ... como assim só agora eu consigo perceber que aquela calça jeans "justinha" não estava "justinha" a toa ??!!! Onde estavam as minhas amigas naquela época ?!

... E o pior de tudo, é que nem era proposital, tipo "sou sexy girl e uso roupas decotadas e justinhas para mostrar o corpão". É uma calça normal-básica-estilo-depojada, a mesma que eu usei hoje pela manhã, e tive que amarrar o casaco na cintura, pq ela está folgada demais, e só notei o quanto eu estava estranha quando já descia, atrasada, o elevador do prédio ..........
Ai, que saudades das roupinhas da minha irmã, e de todas aquelas calças lindas que só cabem em mim quando estou de dieta !!!!

Êêêêêêta problema bom, esse "não achar roupa que fique legal porque todas ficam folgadas" !!! ... Pois é, o projeto "casal magrinho" já está dando algum resultado !
Léo até conseguiu voltar a usar uma calça que ele comprou ANTES DA GENTE COMEÇAR A NAMORAR ! Isso aí, galerinha ... a barriguinha tá sumindo, e uma calça da sétima série já pôde ser desenterrada!

(...) silêncio para uma proposta indecente: (...)

.....................huuuuuuuuuummmmmmm .... assim ..................................................................

.......................... será ... que ....................

.............................bem ...............................................................................

................. só por perguntar ...................... .................... (...) cheia de esperanças (...) :


"A gente pode ir comemorar no La Kantuta ?!?!?!?! "



- Vamos dar uma volta, fazer qualquer coisa mais tarde?
- Vamos. Que horas?
- Tenho que dar uma estudada, e não posso voltar tarde. Oito eu te pego, tudo bem?
- Combinado. Pra onde a gente vai?
- Vou pensar e até lá eu decido.

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Às oito em ponto, estávamos juntos, rumo a um lugar qualquer, apenas para estarmos juntos.
Mas quando tudo parece assim... "como sempre" ... eis que acontece ou a gente faz algo pra mudar a rotina, quebrar o lugar comum e transformar uma noite convencional de domingo em assunto relevante o suficiente pra sentar ao trono como "único post do final de semana".
Passamos pelo teatro Sesi, no Rio Vermelho, e me bateu a vontade de ir ao teatro. Não sabia qual o horário, qual a peça em cartaz, se havia ainda ingressos. Me deixei guiar pela vontade, fiz a volta, perguntei o horário ao guardador de carros:

- A que horas começa a peça?
- 9 horas.
- Ah... e que peça é essa de hoje?
- Íh ... não sei não ...

Estacionei, fomos à bilheteria:

- Você tem a descrição da peça, algum panfleto informativo?
- Olha, tem esse aqui, mas não diz muito não. É uma comédia. Um monólogo. O cara cozinha em cena, constrói objetos. É um recital. E fala sobre o tempo. (...) Ah! E está concorrendo ao prêmio Braskem (ou Brasken?).
- Entreolhares
- (...)
- Por mim, tudo bem.
- Então tá. Vamos nessa.

O resultado disso tudo foi uma noite cheia de satisfação. Na completude da palavra. Nada nem ninguém me poderia dizer mais do que aquela peça. Era exatamente disso que eu estava precisando: uma provocação. E as perguntas, e os incômodos, e as dúvidas voltaram a ter uma certa (qualquer que seja!) nitidez. Mas isso é bom. Fiquei estática por uma hora ouvindo incrédula a tudo aquilo ... coisas que eu há algumas semanas venho sentindo, sem conseguir enxergar, expressar, transpor em palavras, ou gestos, ou em qualquer forma de intelecção.

O tempo.
O mover.
O deixar estar ou fazer.
A angústia. Ela agora é própria. Não mais uma angústia qualquer.
Minha angústia hoje começou a me fazer sentido. E isso contraditoriamente, é um bom sinal.

(Prólogo - um monólogo de Osvaldo Mil - última seção da temporada). E eu fico encafifada: o que terá me feito, fora de hora, de dia, de jeito, de tudo, dar meia volta e ir parar exatamente alí? Caminhos tortos, estes que a gente vez por outra acha, pra começar a se encontrar...)



Me perdi em planos, e não consigo mais me apoiar em nada. Está tudo flutuando, como eu a uns (distantes) instantes atrás. Ao meu redor tudo ainda permanece num êxtase em que eu, sem porque, não caibo mais. Minhas vontades de repente sumiram. Junto com o sorriso. E nem sequer acho motivos dignos para chorar. Não é tpm, não é estresse, não é cansaço; é uma fase. é um agora que eu odeio e quero que passe. é uma indiferença quanto ao que está por vir, e quanto ao que deixou de ser feito. é um "tanto faz" que incomoda. uma pressão constante por saber que as coisas deveriam estar me importando muito mais do que realmente estão. este tanto faz não é bem vindo. Não é libertador...e nem sequer parece meu. Não estou reconhecendo algumas das incapacidades que sinto diariamente. Elas me são novas. Me sinto sendo pouco a pouco auto mutilada. Evitando passos, espalhando "nãos", inventando desculpas para não me sentir mais incapaz ainda. Desculpas para mim. desculpas por estar falhando nesta tarefa de ser feliz quando tudo está a favor. Será possível ? Será realmente possível para alguém sabotar o próprio bem estar, não achar uma razão sequer para a dor que sente, ou para aquilo tudo que gostaria de sentir, mas simplesmente não sente... inerte que está ?! Um vazio de respostas. Pior, muito pior; um vazio de perguntas . Se eu soubesse o que procurar, ao menos a minha angústia se faria mais amena. E me faria menos amena. Tenho me sentido assim; de uma amenidade entediante.
Um meio sorriso forçado, uma caneca de café morno. completamente inversa; soltando aos ventos frases cheias de silêncios.(meu Deus, quem é essa ???).

Tudo ao meu redor em perfeita ordem, sonhos projetados para um futuro bem próximo, pressão na medida certa.
Nem essa sintonia toda a minha volta tem conseguido evitar um certo caos dentro de mim.



O que é que a gente faz quando se sente assim? Existe resposta sobre o que se deve fazer quando a tristeza, aquela velha conhecida que normalmente nos parece não ter fim, de repente passa a ter um começo também nublado? Assim, sem causa, sem porque, sem motivo aparente. E você se olha, e pensa: tolice, apenas isso. E tenta ignorar para si mesma e para o mundo esse fato tão absolutamente verdadeiro quanto evidente; que você não está bem. Daqui do meu quase um ano de blog revejo quantos altos e baixos... mas consigo enxergar cada uma de suas razões.

O que me angustía é essa falta de porquê. Essa sensação de abandono a si mesmo, essa suspeita de que se está falhando numa tarefa que deveria ser simples; estar bem quando não existe grandes motivos que me atrapalhem.
Essa minha capacidade de sentir além do que possa entender ... ou esta minha incapacidade de entender o pouco que sinto? Não sei... De qualquer maneira, aos alarmistas: No mais, está tudo bem. (exceto eu).

(e por mais que resista a este meu momento, o meu mural de retratos sorridentes não consegue vencer a minha falta de vontade de encarar o "além-lençóis". Dormir continua sendo o meu refúgio. E cada vez que acordo, me sinto ainda mais covarde. Me sinto impotente, e essa é a auto-imagem que mais odeio encarar)

(Juliana traduzida)


tenho amigos pelo mundo. e cada amigo é outro mundo que tenho.
tenho amigos e mundos que me procuram.
tenho pássaros que me procuram. dois: um casal.
entraram aqui agora e voam procurando a saída.

a agência tem muitos vidros. mas poucas janelas abertas.
abro as janelas e o faço pelos pássaros. e por mim (mais por mim).

que entre o vento livre - desse e dos outros mundos que tenho pra sentir no rosto.
que saiam os pássaros livres - esses e os outros mais que tenho pra sentir nas asas.

enfim, que saiam e entrem os pássaros. os amigos. os ventos.
sempre trazendo novas cores e cantos a cada retorno. e que tornem a partir.



(retirado do blog "idéias ao vento...")






























(Só para pontuar que essa ausência de novas palavras não é mero desleixo; faz parte dessa minha parte que vez por outra não sabe, ou não tem o que, ou apenas não sente a mínima vontade de falar.)






Essa dança, essa trança, esse nó; essa loucura, uma fissura, mistura repleta de apelos, suspiros, promessas e vontades. Segredos em surdina, uma intimidade frágil dos que querem andar juntos mas temem o amanhã com sua força de "destino incalculável". Esse rolo, esse bolo, tão cheio de bem querer, repleto de colo, amontoando vontades, e sonhos, e planos, e mãos e pés, e corpos e almas que num minuto qualquer desse tempo todo que passou e que a gente sequer percebeu, se uniram num emaranhado ... e o que era dessas duas "gentes", individualmente, passa a ser, de repente, um só "a gente". Simplesmente.




(Quando a gente percebe que não é mais tão fácil se encontrar em meio a esse enredo, essa "vida em comum" que a gente constrói que nem sente... É exatamente neste instante que a gente sabe que nem tudo está perdido... ou, ao menos, nós não o estamos. )




Tenho um mural de retratos sorridentes, ocupando metade do espaço do quarto em que durmo, e que parece dia a dia convencer-me de que, apesar do que quer que esteja sentindo naquele momento, apesar das dificuldades do dia por vir, ou do dia passado, apesar deste monte de pesos que a gente (as vezes por escolha, outras nem tanto) carrega sobre a cabeça (ou sobre os ombros, ou pelas mãos mesmo... no lugar que pessoalmente mais nos incomoda).... mesmo com toda esta ventania soprando em oposição ao caminho que a gente sonha em seguir, mesmo que eu consiga me extender infinitamente na anunciação deste número incalculável de "mesmo que"; o meu painel de fotografias parece estar sempre estampando aquele confortante e redentor "apesar de". É ... acho que o meu mural de fotografias é o meu "apesar de" para todos os meus "mesmo se´s" ...



P.S.: Admito ter sido uma divagação (ou constatação, ou seja lá que "ão" eu escolha pra dar nome a isso que acabei de escrever) meio fora de hora....... mas de qualquer forma, posso também justificar-lhe como bem compreensível: é que eu não poderia ignorar essa súbita consciência que me bateu, ao pegar-me meio sem propósito a re(vi)ver estes tantos momentos que, apesar de parecem simplesmente atarrachados à parede do meu quarto, na verdade são um tanto além disto; eu poderia facilmente dizer (e assim o faço) que cada um destes pedaços de momentos, destes fragmentos de histórias e memórias... que eles estão realmente entranhados em tudo aquilo que até hoje posso chamar de felicidade. Esta sim, devo confessar, seria a ideal "janela", ou "vitrine" de mim ... (para aqueles que não têm muita paciência para as inúmeras imperfeições do meu mundo, diria serem talvez os meus dois murais de fotografias as grandes "obras primas", melhores amostras de até onde a minha felicidade já conseguiu me levar.)



Pouca gente tem saco de ler estes longos posts de poemas, letras de músicas, textos já ditos... copiados nessa nossa necessidade de exprimir o que para nós às vezes parece inexprimível, mas que, de súbito, encontramos expresso num cantinho de página, num velho verso, num disco esquecido de alguém grande o suficiente para a qualquer tempo, dizer o indizível de cada um de nós. (justificando desde já a repetição destes versos... num momento em que eles me cabem como nem a minha própria vida parece me caber):


Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
na busca desesperada de alguma porta
quem sabe inexistente
e essa coragem indizível diante do grande medo
e ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer
dentro da treva.


Sou assim mesmo...grito aos quatro ventos as minhas grandes vontades, confesso em surdina desejos mais secretos, tomo algumas e falo pelos cotovelos, planejando mil artimanhas pra um futuro que talvez seja amanhã, talvez próximo ano, ou talvez se dissipe na ressaca do dia seguinte. É, essa sou eu. Com essa mania quase cínica, mas não intencional de mostrar pra aqueles que amo que, apesar do amor, eu me sinto livre. E independende. Acontece que tem momentos em que a gente pára, e sem querer mesmo se desmascara. Se despe da sensação de que é preciso provar alguma coisa qualquer para um alguém que não sabemos sequer definir com exatidão quem seja. É que quase sempre esse alguém somos nós mesmos... e por isto essas máscaras caem com tanta dificuldade (nessa quase impossibilidade de estarmos distantes de nossas próprias censuras, medos, preconceitos e crenças sobre o que somos). Pois bem ... o que senti necessidade de dizer nesse agora é que toda essa máscara, todo esse fingimento para mim mesma dessa minha "independência" é "balela" pura.

Nau; esse sábado, mesmo sem beber uma gota de álcool, apenas por estar numa casa que me faz sentir (me sentir) por inteiro, só por mais uma vez retornar e me ver parte desse seu mundo, que é tão nosso (onde quer que ele seja - no Imbuí, Porto Seguro, Morro de São Paulo, Olinda, Barcelona, ou simplemente Pituba mesmo)... me é essencial. E eu preciso disso. Eu preciso de você e dessa vida que gira ao seu redor e me ensina tanto, apenas por acontecer e eu estar ali observando.

Vika; mesmo com essa distância contraditoriamente absurda (por sermos praticamente vizinhas) que separa o nosso dia a dia, mesmo com a falta de tempo, de palavras, de ar, ou até (porque não?) de saco ... mesmo que a ligação ansiosa não seja atendida (e eu saberei entender os motivos), mesmo que num final de semana ensolarado você precise (e prefira, pois sei que faz isso com prazer) simplesmente passar os dias cuidando das meninas, ou da casa, ou seja lá de quais pendências sempre tão "adultas" que giram ao seu redor... Mesmo com os nossos erros e acertos, falhas e discussõezinhas só nossas e que ninguém jamais vai conseguir (ou querer) entender; Mesmo assim, eu preciso de você. Eu preciso do seu amparo, da sua amizade e da sua visão de mundo, que com certeza influenciou e transformou a minha própria existência em algo muito melhor.

Mari; costumo ver você como o meu eterno pilar. Aquela base que a gente tem que ter toda a confiança do mundo para a partir dela construir tudo o que somos ou seremos. Você é a minha mão, a minha família, a minha infância, o retrato dos bons tempos que passamos e do que podemos vir a ser. Você é a minha estrutura, da qual o meu coração nunca se afastará, e uma parte da base da minha vida, sobre a qual construirei tudo o que pretendo ser. Você é o meu porto seguro das horas certas e incertas. E eu também dependo de você.

Gorda, você também já se tornou uma partezinha de minha vida, uma paredinha que me sustenta, que me alegra, que me levanta e algumas vezes me constrói. Devo tanto a você em tão pouco tempo, que as vezes me assusto. E preciso tanto da sua risada, da sua sinceridade, da sua facilidade em me dizer coisas do coração, simplesmente porque você as sente. Preciso das nossas tardes de volta, dos papos sem pé nem cabeça, dos sonhos, da alegria, dos desenganos, desse enredo alucinante que é a sua vida, e que você como que naturalmente me incluiu, e me envolveu, e que eu nunca agradeci à altura... ou ao menos, é assim que me sinto. MUITO OBRIGADA por fazer do Garcez e Freitas uma experiência válida; por trazer para perto de mim a possibilidade de conhecer outras tantas milhões de pessoas mágicas. Obrigada por Clara, por Naty, por Isa, Mila, Joana, Lua...por Dupa, Aleluia, Mateus, Chibata...e uma outra tanta imensidão de amigos que giram ao seu redor, e que são especiais. Obrigada por entrar em minha vida de repente e deixar tanto desse seu jeito alegre de ser estampado em muitas das minhas atitudes e do meu próprio jeitinho de encarar a vida. Você me ensinou muito, e de uma forma incrivelmente discreta. Por estas e por tantas outras nuances, você se fez assim, tão essencial. E se algum dia eu aparentar não depender um tantão dessa sua presença ao meu lado, pode dar aquela risadinha de canto de boca, que a gente dá quando conhece muito uma pessoa e sabe bem no fundo, e com aquela certeza de cúmplices, que aquele discurso não passa de fachada.

Amo muito todas vocês, e senti essa vontade incontível de assumir a necessidade que sinto de tê-las em minha vida, e no meu dia a dia.





Essa forma só sua, com a qual o "poetinha" conseguiu encarar a morte e publicada aqui em "homenagem" aos seus 90 anos de uma vida que apesar de finda, para nós eterna. Salve este nosso "plural" Vinícius de Moraes - que, como ninguém mais no muito, sem incongruências, conseguiu ser ao mesmo tempo absolutamente singular.


O Haver


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
essa intimidade perfeita com o silêncio.
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo.
Perdoai: eles não têm culpa de ter nascido.
Resta esse antigo respeito pela noite
esse falar baixo
essa mão que tateia antes de ter
esse medo de ferir tocando
essa forte mão de homem
cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade
essa economia de gestos
essa inércia cada vez maior diante do infinito
essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons
esse sentimento da matéria em repouso
essa angústia da simultaneidade do tempo
essa lenta decomposição poética
em busca de uma só vida
de uma só morte
um só Vinícius.
Resta esse coração queimando
como um círio numa catedral em ruínas
essa tristeza diante do cotidiano
ou essa súbita alegria ao ouvir na madrugada
passos que se perdem sem memória.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
essa imensa piedade de si mesmo
essa imensa piedade de sua inútil poesia
de sua força inútil.
Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
de pequenos absurdos
essa tola capacidade de rir à toa
esse ridículo desejo de ser útil
e essa coragem de comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade,
essa vagueza de quem sabe que tudo já foi,
como será e virá a ser.
E ao mesmo tempo esse desejo de servir
essa contemporaneidade com o amanhã
dos que não tem ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar,
de transfigurar a realidade
dentro dessa incapacidade de aceitá-la tal como é
e essa visão ampla dos acontecimentos
e essa impressionante e desnecessária presciência
e essa memória anterior de mundos inexistentes
e esse heroísmo estático
e essa pequenina luz indecifrável
a que às vezes os poetas tomam por esperança.
Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
na busca desesperada de alguma porta
quem sabe inexistente
e essa coragem indizível diante do grande medo
e ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer
dentro da treva.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
de refletir-se em olhares sem curiosidade, sem história.
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho,
essa vaidade de não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável.
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
e esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte
esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada,
ela virá me abrir a porta como uma velha amante
sem saber que é a minha mais nova namorada.


Vinicius de Moraes




Já quis ser tudo o que se pode ser. E até hoje, por mais que já tenham tentado, ninguém conseguiu me convencer de que isto não é possível.



Agora é fato: minha vida está prestes a dar uma guinada. E os efeitos (a curto prazo), desses tantos planos (de longo prazo) que tenho feito, são por um lado desastrosos. Tenho ultimamente dois estados "físico-psíquicos", dois extremos: ou me sinto extremamente lânguida, sonolenta, até um tanto tonta, lerda mesmo, parecendo estar dopada... momentos em que a única coisa que consigo fazer é DORMIR (em qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer modo), ou então fico no estado em que me encontro agora: totalmente elétrica, sem conseguir me concentrar numa só coisa, pensando tudo ao mesmo tempo, tendo milhões de idéias, pensando no passado, no futuro, ligando pra Deus e o mundo, escrevendo (podem ver a frequencia de atualização do blog ultimamente... isso não é a toa, nem é normal!).
Tá, isto tudo tem explicações. Em primeiro lugar eu, uma das pessoas mais calmas-desligadas-devagares-quase-lerdas que conheço, estou tomando uma tal de uma fórmula que a minha endocrinologista receitou. Resultado: com a dieta, menos 4 kilos e mais 18 horas extras de sono. É que a fórmula tem CALMANTE, para evitar e controlar a minha ANSIEDADE (imaginem só o meu estado .....). Tá, Léo tb está tomando, e os efeitos são bem mais discretos, mas eu juro que não estou exagerando! Consegui uma proeza: decidir tirar um "cochilo" rápido, antes da aula (que começaria às 6:30) exatamente às 4:30 da tarde. Às 8:30 o meu celular toca, e só então me dei conta de que havia perdido aula. Era Léo. Notou que eu estava dormindo, e pediu para eu ligar para ele "quando acordasse". E assim o fiz: na quarta, dia seguinte, ao meio dia, liguei para o meu digníssimo, após praticamente initerruptas 20 horas de sono. P.S.: não me senti satisfeita! E passei o dia inteiro bocejando!
Explicação para a ansiedade: acho que só café (MUITO CAFÉ) tem me "acordado". Mas aí..... não tem santo que aguente . Planos de viagem, monografia, falo com meu irmão, me ofereço para fazer a parte de conteúdo de texto dos sites que ele está criando, discuto sobre sistemas de segurança na internet, converso sobre minhas idéias de monografia, pulo pro sofá pra discutir a idéia nova que acabei de ter, ao conversar com o meu irmão, para o tema da monografia, corro para o telefone, ligo para Nanda Rubim, para saber o que ela acha e se o professor do qual eu precisaria de ajuda realmente aceitaria me ajudar, falo, falo, falo.... ligo pra Mari Musse, conto tudo isso, recebo o telefonema de Léo, que (coitaaado.....) ouve tudo pacientemente, falo com a irmã mais velha dele, pergunto sobre a opinião dela quanto ao tema, e se o namorado dela (que é um mega professor da Facs) poderia ser meu orientador, ela diz que não vê problema e acha ótima idéia, e .... e.... .... ... tantos "e"s que não caberiam aqui, mas o principal deles é que já está definido: vou para Barcelona em 2005 com Nara, já tenho tema e orientador para a minha monografia (que só apresentarei daqui a 2 anos e meio!) e não consegui parar um minuto sequer para estudar para as duas provas que terei quarta feira.



(tenho vivido meus dias entre extremos distantes demais - isso não me parece saudável. Minha cabeça não está no lugar.......... como poucas vezes ousei assumir, estou sentindo o controle de mim se desprender completamente das minhas mãos. E por mais assustador que pareça, quero ver onde "isso" vai me levar.)

Humorziiiinho ... vamos dar uma guinada ? Que tal uma ajudinha?

1) A sua tão esperada revista JÁ CHEGOU !
2) O seu pai nem deu "pití" quando soube dos seus planos de viagem que incluem até trancar um ano da Facs!
3) Não, você não vai perder a formatura da sua turma, como você tinha (mal) calculado!
4) O inglês anda às mil maravilhas, e hoje você recebeu até elogio da psico-professora!
5) O tema da sua monografia já está encaminhado, e você poderá ter até uma ajudinha de André Lemos (o tudo de bom!)!
6) O seu novo celular já está em suas mãos, e agora será bem mais fácil se comunicar com as amigas!
7) A semana Santa (apesar das provas) está chegando!
8) Hoje é quinta, você vai sair à noite, e amanhã não precisará acordar cedo!
9) Existe até a possibilidade de Vika ir nessa viagem com você e Nara para Barcelona!

Contabilizando: 9 exclamações e mil motivos para você, humorzinho ranzinza, ir assoprando essa nuvem escura bem pra longe, e deixar meus dias um pouco menos cinzentos! No mais, é só isso que peço .... por enquanto .....



Por que viajar : Nas palavras de Amir Klink:

Para conhecer o frio e aprender a desfrutar o calor; para sentir a distância e o desabrigo e ficar bem sobre o próprio teto; para conhecer lugares que não conhece e quebrar a arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não como simplesmente é."


(Chegou a minha primeira edição da Tpm)








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