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Vitrine de mim





A vida, muda.


(... quem grita sou eu ...)








quando pequena, adorava inventar.
fazia de conta, cortava, colava, escrevia e imaginava tudo a todo o tempo.
mas então um dia, não se sabe bem quando, teve que começar a ser.
e esse ser se mostrava limitado demais.
começou a catar entre aquilo tudo que tinha o que mas lhe encaixava, melhor lhe servia...
e deixou de lado o que a partir de então nunca mais seria.

Escolha difícil. (e ela sequer consegue lembrar qual o dia em que precisou fazê-la)






Amanhã algumas coisas mais uma vez começarão a mudar para mim. Estou voltando a um lugar que nunca me parece o mesmo a cada retorno, a cada manhã.
Uma por uma, cada segunda feira me diz algo novo. Toda sexta, um alívio diferente. Anseios, medos, vontade de estar mais presente do que a simples presença. Engraçado como simplesmente estar ali pode me fazer feliz. Me sinto extremamente só. Sem portos seguros, um grupo de amigos com quem possa contar a qualquer instante... mas até esse incômodo me fascina.

Frio na barriga, degrau ante degrau, início de mais um semestre louco, entre pessoas que mal me conhecem e sem sequer notar fazem meus dias um tanto menos previsíveis. Não me identifico, mas me encaixo. Muitas vezes não entendo, mas alcanço. E toco. E quero estar por perto, talvez pra testar o que sou, o que quero e cada milímetro desses de vida que me ronda e nem sempre me deixa a vontade.

A Federal recomeça amanhã. E depois de um semestre distante, não sei exatamente quem, ou o que vou encontrar... menos ainda como vou me sentir. me bateu um medo esquisito de encarar o quanto a gente pode mudar em tão pouco tempo.

(leve. pairando sob um punhado de novas possibilidades de conquista. esta noite eu jogo ao vento todas as minhas pseudo-decisões... quero viver o dia de amanhã com a sensação de que estou começando do zero. e que todos os caminhos ainda me são possíveis.)



                        s
...os dias
 p      s        a
                a                 m
 como nuvens...













      




Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
     Assim como as flores não têm perfume nem cor.     
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

  

(PASSA UMA BORBOLETA - do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)




sobre...


...mim. Um rosto, uma imagem, mil palavras e incontáveis vontades.

pipoca, almofada e frio na barriga. saudade de futuro. o passado a

toda hora,passado ao ponto. dicas de ser o que sou com meus erros

e acertos e sonhos que dissolvem e se erguem e trazem tanto quanto

levam. amigos de sempre mesmo os tão recentes que fazem e refazem

tanto do que sou e nem noto. nomes e ruas e datas e planos e tudo

o que gira se é que realmente tudo está o tempo todo a girar.cada

milímetro de bem querer e também cada instante daquele " querer

morrer ". tudo o que achamos que somos e inventamos que fomos e

num ato de fé professamos um dia nos tornar. tudo o que vejo o que

sinto o que sei e até o que não sei quando sinto que só não posso

calar. por final, afinal, um pouco de...
                ...tudo





(entre     não me sinto suficiente tanto)



O dia amanheceu já outro, novinho, e eu permaneço a mesma. No mesmo lugar, com as mesmas idéias, e uma única nova sensação: que a noite se foi e um sol radiante se espreguiça tentando com manha ninar esse resto de ontem que parece não querer ir dormir jamais. Descobri que cada hora da madrugada tem um cheiro, um silêncio e um tom diferentes. A casa inteira calou-se, as luzes se apagaram, todas as pessoas dormiram e deixaram para trás mais um dia vivido. Eu, contudo, ainda não consegui me desfazer desse ontem dos outros, ainda hoje pra mim. Não tenho sono, não quero descanso. Sinto apenas um peso estranho nos ombros, e uma sensação esquisita de que por opção estou a carregar desnecessariamente uma bagagem muito grande. Meu dia já raiou com uma história, e isso me dá uma impressão ingenuamente gostosa: que talvez o tempo não seja tão poderoso quanto tememos . . . ( A noite aconteceu. E dessa vez eu estava lá, assistindo cada instante de todo esse silêncio multicor ).



Perdi meu par de brinquinhos brancos, e nem notei. Assim, do nada. Não imagino quando, ou como, nem onde... não tenho a menor pista.
... E agora? (os mais íntimos perguntariam)

Minha resposta vem atônita:
- Agora, nada. Perdi meus brinquinhos brancos, e por mais que custe acreditar, continuo a mesma!


Merecida homenagem póstuma...




Estou perdida nesta calmaria.
Rasa. Assim me sinto. Parei, estanquei, e perdi as palavras que tantas vezes me invadiam, e inundavam esse espaço aqui.

Não tenho transbordado, excedido, sobrado... daquela forma insustentável, que tornava para mim o ato de escrever absolutamente necessário.
A minha vida (ou o que acontece nela) não tem excedido os meus próprios limites, como costumava ser; a verdade é que tenho cabido inteiramente em mim mesma. E assim tenho levado os dias; não sei ao certo se são eles que estão vazios, ou se neste momento adquiri uma capacidade maior do que o normal, de amparar e absorver as coisas ao meu redor. É esquisito sentir que o meu dia a dia cabe em mim. E que eu não tenho mais aquele acúmulo de palavras, de fatos, de sensações que me faziam como refém de um desabafo qualquer.

Por outro lado, também não consigo enxergar nenhum vazio, daqueles que vez por outra me incomodavam tanto quanto qualquer excesso. A necessidade, a escassez, a falta de algo que se quer ou que se precisa... essa coisa que (de forma oposta) também me enchia de palavras; não a sinto.
Tudo o que me levava a sentir necessidade de falar, de repente, parece ter desaparecido, e venho ocupando os dias a ouvir, calada, o que afinal esse instante da minha vida tem a me ensinar.

... pode parecer meio sádico, e nem eu saberia explicar porque, mas aguardo com esperanças que se trate apenas de uma daquelas calmarias que dizem sempre anteceder às tempestades. (acho que preciso das grandes ventanias para seguir o meu rumo - nem que seja pra descobrir que o caminho que busco é oposto à direção que a corrente quer me levar)

Uma simulação-brincadeirinha de como as coisas estariam de ponta cabeça ...


(se não fosse verdade que os opostos se atraem)


Em outras palavras: fotos tiradas na Korunn, dia 08/05, por uma "mega astuta" fotógrafa do Pida!, que tentava fotografar "os casais" da noite. Resultado: Vika com Léo e eu com Helinho fazendo pose de "namoradinhos" - ora ... pra que nos desgastar corrigindo a moça, perdendo tempo e algumas boas risadas imaginando o ultra-ativo casal Vika & Léo e o mega - zen casa Helinho & eu ?!



...Preparando novidades por aqui...

Não tenho postado nada por estes dias, mas tenho um motivo de utilidade pública: estou testando um novo template pro Vitrine, que isso aqui está (vamos ser sinceros...) TERRÍVEL! ... rs
P.s: Ninho, não fique magoado, a sua solução para o blog foi de grande utilidade, mas...... o que era pra ser um template "temporário", só pra tirar aquela roxidão toda, está durando tempo demais, e não tem exatamente "a minha cara" ;-) E então ... consegui te convencer a me ajudar nos retoques do template novo ?! (ah, pessoal ... irmão é pra essas coisas né ? ... )


Os fatos e acontecimentos têm vida própria. É a única explicação para estes momentos em que de fato nada mudou, mas tudo aparenta ter se esclarecido um pouquinho. (mesmo sem termos movido uma palha pra isso).

O tempo tem um poder que me assusta, impressiona e encanta mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais a cada segundo desses segundos que passam entre uma palavra e outra, um silêncio e outro, entre o hoje e o que vem pela frente, o agora e o instante a seguir.

... poder que não pára de me causar tanta coisa, simplesmente porque não tem poder de parar. Esse poder do tempo ... que exatamente agora (qualquer que seja esse agora - o que eu escrevo ou aquele no qual você lê) já me fez diferente do que eu era ao começar a escrever esse curto desabafo.

Deu positivo!

Eu vou ser TIA !!!!!!!! Renata está realmente esperando um neném... e conseguiu, com essa notícia, engravidar de alegria a família inteira!

Por aqui, e por onde quer que eu vá e encontre amigos, é só nisso que se fala. Todo mundo radiante, primeiro filho, primeiro neto, primeiro sobrinho... primeiro tudo das duas famílias. Ninguém se aguenta de felicidade. E nesse contexto, eis que surge o comentário do meu pai (com aquela cara séria, quase emburrada, que quem conhece já se prepara pra a piada por vir):

- É... tudo muito legal, todo mundo feliz, se divertindo com a idéia... mas no final de tudo, quem vai ter que dormir com a avó sou EU !
(meu pai não existe...acho que ele vem aguardando a oportunidade pra soltar essa a muito tempo)








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