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Vitrine de mim





Como começar a dizer daquilo que não se diz? Longe de fugir, as palavras saltam com tamanha intensidade, que parece impossível juntar tudo em frases perfeitas, ordenadas ou lógicas. Mas assim que as coisas são entre a gente mesmo, não? Totalmente sem lógica, sem nexo, sem sentido, sem começo e sem fim. Os dias nunca parecem iguais, os planos se transformam, a vida acontece e a única coisa que permanece impecável é essa certeza de contarmos uma com a outra, em cada episódio dessas tantas histórias que a gente se esforça por construir juntas.

É, amiga... deu medo de passar tempo o bastante para que tudo já tivesse sido dito, e então eu me veria sem saber como dizer do amor que sinto. Mas de repente notei que não é assim que acontece. E não é assim, porque apesar de serem os mesmos esse amor, esse respeito, e essa amizade, a gente tem mudado um bocado...e aprendido a sonhar junto de formas completamente novas.

Não preciso sequer falar do tanto que desejo pra você, por um motivo até bem egoísta; é que eu também dependo dessa sua felicidade. Espero que os nossos dias sejam sempre coloridos, que os nossos sonhos comecem logo a acontecer, e que todas aquelas angustiazinhas que a gente muitas vezes dividiu estejam começando a se dissipar nesse novo começo de vida que você está experimentando.

Que todas as experiências, todos os momentos, lugares, pessoas, sensações e vontades que a gente partilha possam se multiplicar nesse futuro que nos espera.
Tudo de bom pra você, minha Nau. Que a nossa amizade continue trilhando esse caminho mágico que a gente vem construindo, dia a dia.

Feliz aniversário,
da sua irmã por opção.

(Engraçado isso ... é que eu te amo de uma maneira tão livre, tão inteira e tão segura que sinto não ser sequer preciso te falar tudo disso. )



Foi muito por acaso, eu JURO ... Mas não deu pra controlar: me esbarrei, no site da TPM, com uma foto de dois grafiteiros, chamados "Flip e Lacomba"; olha só o modelito do tal Lacomba! Igualzinho ao de Brisa-Felipão !!! hehehe ... não podia deixar passar a oportunidade de uma montagenzinha ... eles até dariam uma bela dupla de Rap, não acham?

ERRATA: Não pude ignorar o comentário de Léo, quanto a um detalhe que não tinha percebido (como pude?!?!?!?!). O casaco do tal "Flip" é igualzinho ao "casaquinho"-goguento-de-todos-os-dias-e-todos-os-momentos, de Abarrão ! Mais uma vez, não deu pra simplesmente ignorar ... "Protuso" perdeu a posição para o garoto da diastema ... (ah ... Trocando uma falhinha odontológica por outra, fica tudo em família, né? )



Receita do sucesso de qualquer São João:

         

- Junte os amigos de longa data, outros tantos bem novos (e já tão indispensáveis), um feriado qualquer e muita vontade de estar junto.

- De cinco em cinco minutos, acrescente pitadas de bom humor e, ao cair da noite, despeje uma quadrilha bem animada.

- Adicione ao preparo uma casinha bem simples numa cidadezinha charmosa do interior, um barzinho em frente a esta casinha, muita cerveja, vizinhos calorosos, vinho tinto a vontade e uma dosezinha de cachaça (se for de seu gosto).

- Não esqueça de um dominozinho de leve (sem exageros; este ingrediente pode causar má digestão.

- Junte tudo, e mexa ao som de quatro músicas de forró, a uma temperatura inacreditavelmente baixa.

- Untar a fôrma no último dia com uma ressaquinha light e promessas sinceras de um breve reencontro.


(Homenagem às raras "especearias jaguaquarenses" que deram um toque especial à nossa "receita" de São João neste ano: o Forró da Onça- e seus mil microssistemas de historinhas-, "Gili", Mauro, avó de Mauro, Protuso e, é claro, o insubstituível garoto da diastema preenchida; "Abarrão"!)



Não dá. Aliás... nem consigo. E não quero. Ainda não sei riscar nomes de agendas, apagar rastros de história, virar algumas dessas folhas já escritas em minha vida e fingir que descobri, de uma hora pra a outra, tratar-se de mero rascunho. me desculpe cada um de vocês, que encontro, converso, e pareço forçar uma cumplicidade, amizade, surpresa que talvez não deveriam estar mais presentes. Me desculpem se não sei perder essa curiosidade fora de hora, e se não tenho capacidade de aceitar esse fim natural do qual tantos tentam me convencer.

... espero apenas não estar sendo inconveniente. Peço um favor, último que seja; finge, apenas. E quando me encontrar, por favor, não me dê um tchauzinho sem graça, piscadela de olhos e aquela indiferença digna de vãos conhecidos . Não te peço muito (por menos que me devas). Peço apenas que me escute. Me veja chegar, e não te assustes. Já fiques sobre aviso... que provavelmente vou me aproximar, conversar um pouco como nos velhos tempos, perguntarei amenidades daquela parte de tua vida a qual um dia já pertenci. E então? Abrirei um sorriso cheio de esperanças, provavelmente seguido de algum convite vazio, narração de duas ou três novidades banais, e então sairei satisfeita.

Por fim eu vou me despedir de você. Vou forçar um abraço sincero e carregar para sempre o consolo da dúvida; jamais saberei, então, se você algum dia leu este meu apelo, ou se apesar da distância, do tempo, dos rumos ... apesar dessa ausência e desse imenso silêncio que congela qualquer passado presente entre nós, talvez exista a possibilidade de que não tenhamos por completo esquecido o caminho para se chegar um ao outro.
Mas não te aflijas muito; se é verdade que este caminho não existe mais, peço apenas o benefício da dúvida.

(para aquele punhado de amigos que ficaram perdidos, sem razão, nas entrelinhas da minha história)



Dentro, fora, lá e cá. É tudo o tempo todo se transformando em algo que nunca foi. A rotina gira, gira, gira, e por mais que mude será sempre mais uma rotina; igual, a mesma... pelo tempo que durar.

Os dias começaram a ser contados regressivamente, e por mais que pudesse soar excitante, isto não parece alterar em nada a emoção do tempo presente.
Uma correspondência de muito longe, uma certa medida do que pode me esperar num futuro relativamente perto, e o agora permanece intocado. Sem cara de espanto. Sem aquele frio na barriga que ele merece.

Menos de um mês para o meu aniversário.
Menos de seis meses para o nascimento do meu primeiro sobrinho.
Menos de um ano para a minha viagem.

E o mais surpreendente, é que falta menos de um dia para o amanhã, e eu pareço atada a um punhado de sensações que insistem em não passar.


Falta relativamente pouco para me formar em Direito.
Falta um meio termo pra me formar em Jornalismo.

Os avanços que colecionei até aqui: que na verdade ainda quero fazer Letras, História e Psicologia.

(...pra que entender? Viver deve ser ainda mais intenso ...)




A quatro mãos escrevemos o roteiro
para o palco do meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério
.

(Lya Luft)




Como já deu pra perceber, estou em período de provas. O que alguns talvez não saibam é a minha situação, este ano, na faculdade. Acontece que eu O-D-E-I-O as matérias processuais. E acontece também que, neste quarto ano, a grade de matérias que estou pegando inclui; Processo Civil 1, Processo Civil 2, Processo do Trabalho e Processo Penal. Pra completar, entre as (duas!) matérias de Direito Material que eu tenho, uma é Direito Tributário (como diria Léo; ô vantááágem...).
O.K. Até aqui, deu pra acompanhar meu sofrimento, né ? Pois bem... Agora tenta imaginar minha revolta ao entrar na Siciliano, rodeada de livros irresistíveis sobre todos os tipos de assunto que me interessam, e me ver obrigada a adquirir um d-e-t-e-s-t-á-v-e-l manual de Direito Processual do Trabalho; aaaaaaaaarrrrrrrrrrrgggggg que raivaaa!


Bom, como não poderia deixar de ser, perdi a tarde namorando os outros livros, indignada com a minha sina, e resolvi fazer uma coisa bem cara de pau. É que Léo reclamou tanto, lá no blog dele, da dificuldade de comprar um presente para mim, que resolvi dar uma tremenda mãozinha, e fazer uma lista de todos os mega presentes que eu amaria ganhar. Aliás, que tal todo mundo deixar um comentariozinho dando algumas dicas de presente , pra facilitar a vida dos amigos... e de quebra, coloca tb a data do aniversário, assim ninguém tem desculpas pra esquecer nem pra deixar de comprar presente! (rs)


Encabeçando a lista, eu diria que estão, óbvio ... livros . De verdade verdadeira; um bom livro é quase imbatível.


Alguns bons livros que ainda não tenho (rol meramente EXEMPLIFICATIVO! rs ... tem mais um montão, é claro!):


- "O Amor nos Tempos do Cólera", Gabriel Garcia Marques;
- "A Insustentável leveza do ser", Milan Kundera;
- "Tropicalista Lenta Luta", de Tom Zé;
- De Saramago, são vários: "Cadernos de Lanzarote" (II, III ou IV), "Os Poemas Possíveis", "Provavelmente Alegria", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", "Terra do Pecado" ou "Todos os nomes";
- De Ítalo Calvino, mais uns tantos: "Se um viajante numa noite de inverno", "Contos Fantásticos do século XIX", "A memória do mundo", "Os amores difíceis", "Fábulas italianas";
- Antologia poética de Alberto Caeiro;
- De Kafka: "Antologia de páginas íntimas", "Nus diante do fantasma", "O castelo", "Diários";
- Antologia poética de Drummond;
- Adoro também livros sobre fotografia, alguns de historiadores "clássicos"... Que eu lembre, os tipos de livros que (normalmente) não gosto são biografias ou ficção científica.


Outras coisitas gostosas de ganhar:


- Cd´s; (ih, aqui eu não sei nem por onde começar... quando ganho um cd, gosto que tenha a cara de quem me deu, algo que a própria pessoa adora ouvir);
- Perfume! (top 10: Carolina Herera 212, Blue Jeans, Dolce e Gabbana, Kaiak, Versus Versace, Tati, Elements, Egeo, Noa, Gabriela Sabatini, ... ah, são tantos ... );
- Assinatura de uma revista legal (as que eu já tenho são; "National Geographic", "TRIP", "TPM", "Superinteressante" e "Bravo!");
- Bolsas estampadas, listradas, coloridas... ;
- Almofadas (de todos os formatos, tamanhos, cores, materiais...);
- Porta-retratos;
- Uma caixa de Ferrero Rocher;
- Flor, ou flores, somente em datas não comemorativas, SURPRESA sem motivo;
- De aniversário, o meu presente mais "festejado" é sempre uma garrafa de tequila (coincidência ou não, ganhei nos últimos três anos, de pessoas diferentes. Continua um EXCELENTE presente! rs!);
- E, por fim, é claro que ... SEMPRE, em toda e qualquer situação, acompanhando qualquer presente ou um simples abraço, tem que ter um cartãozinho, bilhetinho, rabisco de guardanapo que seja ... !!



(Ah, pra quem leu o post de Léo sobre o dia dos namorados, pode ficar tranquilo: ele acertou EM CHEIO dessa vez! rs!)

...café quentinho, abajur ligado e uma pilha de livros a minha espera. chuva grossa, incenso de canela e marca textos coloridos...


...por esse ponto de vista, o meu desestímulo dá até vergonha ...





(véspera da prova de processo civil)

Acabei de criar um Fotolog. Só é permitido publicar uma foto por dia, mas já dá pra brincar um pouco :-)
Pra quem quiser conferir, é só ir lá fuçar esse meu novo baú de espantos.

Você tem sede de quê ?
(pergunta-chavão, resposta desconhecida. alguém se habilita?)






"arte" de Nara, nos bons tempos de colégio



Ando assim... numa fase meio-termo pra um novo lugar ainda desconhecido. Nenhum rumo me guia. Sem grandes expectativas fica tão mais fácil caminhar...

...Ando por aí sem destino. Talvez devesse escancarar uma janela qualquer e tentar descobrir o que se encontra lá do outro lado dessa parede tão cheia de mistérios. A chave está por aqui, está perto, eu sei. Já a algum tempo estou à caça desta dica, uma pista, um palpite que me ajude a transpor esse muro opaco. É tudo meio turvo. Tenho uns poucos palpites do que me espera do lado de lá, mas carrego a consciência de que tudo pode simplesmente não ser nada do que imagino estar vendo. O semblante do futuro, desfigurado, através de um obstáculo confuso. Não, não faço idéia do que há daquele lado da minha vida, tão distante. E só agora desconfio que eu e meu futuro jamais conseguiremos nos encarar frente a frente...e quando finalmente eu pensar estar frente a frente com ele, descobrirei que aquilo que um dia chamei "amanhã", terá de repente adquirido os contornos tácteis de um presente sem mistérios. E o amanhã, sem que eu perceba, já vai ter se transfigurado num novo mistério, com novos contornos, sempre esse semblante turvo quase que invisível, tão distante de mim quanto sempre esteve (e sempre estará).

... quanta divagação ...



Quem, eu? Eu sou aquela que ri nas horas inconvenientes, e desata em prantos pelos motivos mais improváveis. sou mil sonhos, e crenças, alguns passos bem lentos e ansiedades a perder de vista. sou aquela que quer muito mais do que tenta, e que tenta o máximo que pode. sou uma tal que cansou de não saber. sou aquela da praia, sentada na mesa rodeada de amigos, petiscos e lembranças. sou o medo constante do que posso esquecer de viver. sou cada uma das minhas incontáveis vontades. sou um pouco de cada culpa que carrego, tudo que restou dos meus erros, e o produto de cada vitória. sou uma comédia boba numa tarde de domingo chuvoso. sou azul. sou desejo, um pouco de preguiça, um tanto de ontem e tudo o que vier pela frente. não me acho muito, mas tenho tantos. sou a que carrega punhados de amigos num baú de preciosidades. sou a que tenta guardar segredos, mas quase nunca consegue. sou aquela que confia, que dança menos do que deveria, e que sente muito mais do que gostaria. sou essa família de silêncios que se entendem. sou o resultado de tudo aquilo que me deixaram descobrir. sou a que sente frio. e gosta de capuccino. sou a que ouve franzindo a testa, e desafina cantando. as vezes sou um tropeção irritante, outras vezes o colo de mãe. sou extremos. e tudo o que está entre eles. nesse meio tempo me perco, e com o tempo refaço cada um desses passos já dados que já são parte do meu caminho, mas que ainda assim podem me levar a um outro lugar qualquer.(eu sou aquela que vai...)

          





(Uma dentre as cenas surreais da peça "Comédia do Fim", em cartaz no Teatro Jorge Amado - para quem tiver coragem!)


Ultimamente, a aproximadamente uns três meses, venho adotando uma tática na hora de convencer Léo a irmos assistir uma peça de teatro ao invés de cinema. Não saberia ao certo fundamentar esse meu argumento, mas sempre fazia alguma alusão ao "prêmio Braskem". Era sempre a mesma ladainha: - Ah, a gente tem que assistir tal peça, eu soube que está concorrendo ao prêmio Braskem. Ou então; "Ah, não sei quenzinha me disse que essa peça vai ganhar o Braskem esse ano" , e por aí vai...
Pois bem, hoje essa minha lorota caiu por água a baixo. Fomos assistir à peça "Comédia do Fim", indicada por Nara (ela também foi). Chegando lá, que surpresa...! "Vencedora do prêmio Braskem". (meus olhinhos brilharam, Léo se encheu de expectativa... afinal, o prêmio Braskem entre nós dois virou assim... meio que um "Globo de Ouro" local, um "Oscar" talvez... !
Acontece que.... .... .... ..... .... qual não foi a nossa surpresa-decepção-quase-que-uma-tortura ?! Vixe Maria (parodiando um pouco) ... um fiasco! Ninguém entendeu nada, cada um dava risada em um momento diferente - consequência de que nada era realmente engraçado (detalhe: "Comédia do fim" não é uma comédia, é um drama), cada parte não se conectava em nada com a outra... terrííííííível .... .... (ou então, pode ser também, né ?! Nunca se sabe ... talvez seja "profunda demais" e a gente não tenha conseguido entender bulhufas).



" Com 05 indicações ao Prêmio Braskem de Teatro (?)(Melhor Espetáculo (?), Melhor Direção(?), Melhor Atriz - Hebe Alves e Frieda Gutmann - e Cenografia - Moacyr Gramacho), tendo vencido na categoria Melhor Espetáculo(???);o espetáculo Comédia do Fim, reúne cinco surpreendentes (?)textos da última fase do irlandês Samuel Beckett autor de obras clássicas como Esperando Godot e Fim de Partida. Segundo Luiz Marfuz, diretor de Comédia do Fim, o espetáculo é uma ironia(?) sobre o fato de que estamos no mundo, temos a certeza do fim, mas é preciso continuar. A capacidade de rir de si (?)e de suas próprias desgraças(?), fazem dos personagens de Beckett um emblema da existência humana


(trecho extraído do site: www.teatrobaiano.com.br )


Lição do dia: Pra convencer Léo a assistir algum próximo espetáculo, o argumento se inverte. A partir de agora, vou ter que dizer que a peça N-U-N-C-A foi indicada ao prêmio Braskem... (credibilidade zeeero...!)





(É bobo, mas é tão goSSSSStoso ... )


A Federal finalmente "engrenou", pegou o pique, e começou pra valer. Esta semana estou voltando ao "clima" jornalístico, e cheguei a uma conclusão: eu não tenho personalidade NENHUMA! Podem notar; começou a federal, e até o meu jeito de andar parece que muda. É instantâneo: a palavra "semiótica" adquire uma conotação irônica, os tailleurs são abandonados pelos vestidinhos floridos, chinelinhos rasteiros reaparecem do fundo do baú e meu repertório de conversas adquire novos temas; cinema, teatro, televisão, música e literatura (por menos que saiba sobre cada um deles). Na trilha sonora, fica bem mais frequente a presença de Los Hermanos, Tom Zé, Cordel do Fogo Encantado e Dr. Cascadura. Acordar cedo, de repente, começa a parecer natural, a paciência para tratados jurídicos some completamente, e vez por outra, sem querer, me vejo falando um "sacou?!" bem artificial ...

A novidade dessa vez, é que estou pegando a matéria Oficina de Impresso, e preciso fazer uma matéria, uma reportagem e um registro (ou "nota"). Resultado: não consigo parar de repetir que "tenho que preparar as pautas, com urgência!"... Eu tô me achando com isso...! Acho que nem vou realmente conseguir preparar as pautas, só pra poder repetir isso até o fim do semestre (é que soa tão "jornalista-gente-grande"... é praticamente aquela mesma sensação de ir pro Fórum de terninho pela primeira vez, e algum guardador de carro te chamar de "Doutor(a)" (é bobo, mas é tão gostoso...!)






( Um belo dia, cheguei em casa e encontrei essa charge colada no meu mural de fotografias. Preciso nem comentar, né ?!?! )

" É le-gal... ser homossexu-al "

Dez da manhã: rumo à casa de Nara, encontrá-la pra irmos ao village de Suane em praia do Flamengo, "pegar um solzinho". Meio dia: no sofá do village de Su, cheias de preguiça enquanto caía o maior toró. Três da tarde: coraaaaagem pra levantar, trocar de roupa, e conhecer o grande mito: a parada gay de Salvador.





Chegamos extremamente desajeitadas, exceto Nara, já familiarizada com o ambiente (não, ela não é lésbica... ela apenas a-d-o-r-a as paradas, e já foi pra várias). Eu, que antes de hoje me achava uma pessoa super "pra frentex", cabeça aberta, moderninha .................................. bateu a timidez; ao redor, uma chuva de G Magazines, homens com homens, mulheres com mulheres, a estranheza de encontrar conhecidos, pensar um inevitável "será que ela(e) é?!" e logo depois ter certeza que ela(e) estava pensando exatamente o mesmo sobre mim...
Definitivamente: DIVERTIDÍSSIMO. Muito chão pela frente, quatro trios elétricos, alguns (necessários) goles de cerveja, música para todos os gostos, uma alegria contagiante e logo logo me senti parte ativa da causa, gritando feito louca: "é-legál .... ser homossexu-ál"

(Uma garota me pediu em casamento, outra pegou na minha mão. Me fingi de "namoradinha" de Suane em vááários momentos, dancei durante horas a fio, e dei risada a tarde INTEIRA. Primeira parada gay da minha vida; de uma série que virão... !)









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