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Vitrine de mim


Vai pra você este meu sorriso.





Pra você, pequeno nosso, vai toda essa nossa esperança, de quem passou a vida inteira a economizar carinho.
Só por ti existe esta alegria estourada, na falta absoluta de qualquer comedimento.

Por você revolvem-se os ânimos, e em você concentram-se todos os olhares, num exagero compreensível deste amor por tanto tempo guardado, à espera dum motivo justo; esse motivo é você.

Contigo nasce o nosso grande motivo, a grande razão para esfacelarem-se certas barreiras invisíveis. Como num só sonho, cada um de nós reza em surdina para que nunca mais precisemos acordar; mas você já é realidade, pequeno, e nisto custamos a acreditar tão cega se mostra essa nossa euforia.

Querido. Meu, nosso, absurdamente querido; a sua chegada está mais próxima, e já conseguiste mudar um tanto imensurável em nós todos. Essa mudança não notarás jamais, mas por ti ocorreu.
Fico feliz com esse novo "nós" que encontrarás do lado de cá. Vejo pessoas renovadas, remodeladas pela bênção desse sonho concebido.


E o irônico, pequeno, é que jamais saberás o papel que tiveste nisso tudo. (por isto, desde já agradeço)



(para o sobrinho ainda nem nascido, já amado acima de qualquer outra coisa)





Ontem eu tomei coragem e resolvi enfrentar minha família quanto a um assunto meio "tabu" aqui em casa. Deixa eu explicar melhor a situação; Acontece que eu sou menina amarela, daquelas criadas em cidade grande, que nunca (nunquinha MESMO) teve um bicho de estimação (pra não mentir, tive um passarinho, quando era bem pequena, e resolvi abrir a gaiola pra fazer carinho nele, considerando que ele me amava o bastante para não ir embora. Resultado = dois dias de choro, decepção, e coração partido com a fuga do dito cujo).
Fora isso, mais nenhuma tentativa, nenhuma colher de chá. A minha mãe sempre foi terminantemente contra qualquer bicho em casa, e nós três (eu e meus 2 irmãos) nem ousávamos insistir muito.
Acontece que ontem, assim ... de supetão, Peuzinho resolveu me fazer uma surpresa LOUCA, e me deu um filhotinho de gato, de 40 dias de vida. Ele é o "pangarezinho" mais lindo que existe, e eu não consegui resistir! Trouxe-o pra minha casa, camuflado, na calada da noite. Armei o maior "circo" no meu quarto, fechei a porta e deixei o seguinte bilhetinho colado do lado de fora :



Resultado, até agora: minha mãe não quer nem ver o bichinho, e proibiu que ele saia de dentro do meu quarto. Mas eu tenho certeza que ele vai conquistar o coração da "vó" e ganhar o resto do território da casa muito em breve ... (antes disso, estamos trabalhando para que ele aprenda a mastigar e perca o pavor que tem pela bolinha de frescobol!)

Olha a primeira fotinho de Bíri-Bíri (em outra ocasião explico a razão do nome):



Beira a ironia, essa volatilidade de meus planos. Num piscar de olhos, antes mesmo que comecem a acontecer, consigo transformar cada uma das minhas idéias e projetos num outro algo completamente diverso. Não sei até que ponto isso me atrapalha, mas é uma coisa com a qual não sei lidar ainda. As vontades simplesmente pipocam, assim, às quatro da manhã de uma sexta feira sem muito propósito, e não me deixam em paz.
Meu sono era gostoso, mas nem isso conseguiu me impedir de levantar, acender a luz do quarto, ligar este computador e falar um pouquinho dessa palpitação que desde ontem nasceu em meu peito. Pode ser que amanhã mesmo tudo mude mais uma vez, ou torne ao lugar de antes, mas nesse agora em que me ponho a falar, tomei decisões completamente novas. E nenhuma certeza trago quanto ao quão certas elas me são .

Ontem foi o primeiro dia do III Congresso Internacional de Direito e Tecnologias da Informação e eu enfim me vi, após muito tempo, completamente tomada por um assunto que me conquista. As palestras foram fantásticas e, como era de se esperar, cheguei em casa palpitando de expectativas. É ... a Espanha me apareceu com novos (ainda incertos) contornos. Começo a estudar, com muita vontade, a possibilidade de estudar Direito por lá, ao invés de Jornalismo. Deixa eu explicar com mais calma, antes que pensem que surtei; acontece que na minha Faculdade daqui não existe a matéria Direito Eletrônico, ou Direito cibernético, ou qualquer outra afim, e a minha monografia de final de curso vai ser sobre um tema relacionado à área; provavelmente sobre "A questão da segurança na informatização do judiciário" (ainda estou desenvolvendo melhor isso). Bom... ontem, na palestra, além de me encantar ainda mais com a área, descobri que a Espanha está num estágio avançadíssimo de instalação da informatização de todo o sistema judiciário nacional, e esta cadeira já consta na grade curricular das universidades. Por este caminho, repensei um pouco (ainda é cedo, e eu sou instável demais pra garantir qualquer coisa) e começo a considerar a possibilidade de me reprogramar por completo, e resolver usar este meu tempo em Barcelona para pesquisar e alavancar com uma antecedência e profundidade a minha monografia de final de curso - Pode parecer louco, mas pra mim, nesse instante, isto tudo começa a soar bastante razoável.


(Comentário de Léo depois de me ouvir: "Você é muito esquisita..." )
- resta sorrir e concordar, em termos.



Às vezes, após certa dose de consciência, surge um pânico desmedido. Acontece assim; por quase nada, ou, querendo enxergar de outro jeito, por uma coisa qualquer nesse quase tudo ao redor. Surge com o despertar de um sonho aconchegante, o despertar da ilusão de que se está seguro, onde quer que se esteja.

Esse meu medo específico nasce do susto, quando por motivos muitas vezes corriqueiros me vejo completamente entregue à minha própria (e aleatória) sorte. É doido pensar nessa imensa fragilidade de que somos feitos. Se o desmoronar não acontece, é por mero acaso, pois os ventos são muitos e os alicerces mais vulneráveis do que suportamos conceber.

O mundo é louco, amigo. Nós mesmos não somos lá muito sãos, e embaralhamos o resto de ordem que eventualmente ainda exista nesse semi-caos.
Não sei como proteger-te do mundo, amigo; É que ele por vezes parece estar ali à espreita, a ponto de abocanhar toda a tua felicidade, e ela afinal é tudo o que nos importa.

Tem dias que a dor salta aos olhos, e não se é grande o suficiente sequer para senti-la. Tem dores que eu, definitivamente, não sei como sentir.

(quando me sinto próxima demais a um sofrimento que não entendo, me sinto pequena. inútil. e com um único desejo; que o meu abraço seja mais forte que eu)

Porto Seguro
Período de 02 a 07/09/2004



Atendendo aos apelos de Jack, resolvi divulgar nossa excursão aqui (já que provavelmente 80% dos visitantes desse blog fazem Direito ...rs)
É que, no final de semana anterior ao 7 de setembro, vai acontecer um seminário de Direito Trabalhista, em Porto Seguro, organizado pelo professor Rodolfo Pamplona.
A nossa comissão de formatura está responsável pela excursão e pelas inscrições, ou seja: vamos nessa !!!
Seguem abaixo as informações adicionais:

V Seminário Sul Baiano de Direito

Embarque: 02/09 (Posto BR ao lado do PA 4 da FACS - Garibalbi)
Horário: 22:00hs
Retorno: 07/09 à noite

Incluso:

= Ônibus categoria turística c/ar, tv, frigobar, dvd, café, água mineral, manta, travesseiro e microfone.
= Hotel categoria turística
= Apartamentos c/ar, tv, frigobar, quartos para 2 a 5 pessoas
= Diárias c/café da manhã
= Guia acompanhante
= Inscrição do congresso(válido até dia 30/08 - após essa data, acresce R$ 15,00).
= Sacola de viagem
= City Tour
= By Night (seja lá o que for isso!)

Valor p/pessoa:
R$ 250,00 à vista ou
entrada R$ 84 + 2 cheques de R$ 84 (desde quando o último cheque seja até 30/10.

Contatos: Jacqueline 9963-3301 (ou liguem pra mim ... que eu faço a "ponte" !)


triste, assim... Cheia de motivos, e nenhuma intenção de explicá-los.


Hoje pela manhã mais uma vez acordei com aquela sensação desagradável de quem desperta, confusa, de um pesadelo bem convincente. Nesse sonho desagradável lembro ter recebido uma notícia de morte; a morte de alguém que amo. E então, como já era de se esperar, acordei chorando, atrapalhada, confusa, cheia de palavras engasgadas e uma coleção de remorsos por tudo o quanto havia deixado de dizer. Um sobressalto ao acordar, com rosto inundado em lágrimas e o coração cheio de uma dor que a um instante atrás ainda existia, mas que nesse outro, agora desperto, já não faz mais sentido algum.
Mas então, em um par de minutos, eis que o coração retoma o compasso, as minúcias do sonho aos poucos se dissipam com meus últimos bocejos, e o sol ilumina a manhã que já tardava a nascer.

Era noite e chovia. A família estava quase completa; assim como a viagem. Relampejava sem parar e eu, despretenciosamente, fitava o céu. Carregava comigo cinco recém completos anos de idade, e ainda acreditava possíveis as coisas pouco razoáveis.

Foi então que eu vi Deus.

E com a naturalidade de criança para a qual tudo é possível, anunciei a novidade:

- Mãe, pai, eu vi Deus!

Meu irmão sorriu, mais velho que era; o meu pai calou, tão "ele" sempre fora; e a minha mãe, durante todo o resto da viagem, se esforçou por convencer-me da errada impressão.
Bati pé firme, teimosa que sou. Tentei convencê-la sem resultado, mas logo encontrei uma outra novidade para deter-me a atenção.

Durante todos estes anos, essa história é contada a cada jantar em família, a nova cada viagem, a cada resgate em conjunto das nossas lembranças de infância; "Vocês lembram do dia em que Juliana viu Deus"? E aí então disparam-se as risadas (inclusive minhas!).

Só agora no entanto, pela primeira vez, me peguei a notar um detalhe; acontece que nunca atentei para o fato de que a minha mãe, por mais adulta que fosse, tinha exatamente a mesma autoridade (ou conhecimento de causa) que eu a respeito do assunto.

(e me ponho hoje a pensar, com o sorriso cúmplice da criança que um dia fui; "Ora, então dane-se... Eu vi Deus! )"


Faço parte de uma geração perdida. Não falo aqui em sentido pejorativo, mas bem literal. Somos perdidos por não saber a que viemos ou onde pretendemos chegar.

Essa minha geração tem uma boa dose de consciência de mundo. Tem liberdade e algumas intenções bem nobres, mas não entendeu ainda o tanto que pode construir com isso. É minha a geração da informação, para a qual quaisquer dados se encontram na ponta dos dedos. Não somos mais ingênuos, mas ainda conseguimos carregar(bem escondido) um tantinho de esperança.

Essa geração à qual pertenço conhece os grandes erros da humanidade, sua história e suas diferentes versões - talvez por isso, começo a notar, a minha geração tenha uma constante desconfiança sob esta sua posuda máscara de racionalidade. Sou de uma geração que não acredita nas grandes instituições, nos grandes projetos, ou nas grandes reformas. E apesar deste tom um tanto apático, a minha geração lastima diariamente a sua própria impotência.

A minha geração se reúne numa mesa de bar e só assim consegue confessar suas aspirações mais secretas ( as quais muitas vezes jamais ousarão ser citadas novamente). Sou dessa geração que carrega uma nova noção de tempo. As certezas duram pouco, as vontades vão e vêm e os objetivos se esvaem entre as suas utopias coloridas e uma realidade desbotada. Minha geração é criativa, veste o que der na telha e não se sente intimidada por tendências. Para a minha geração é normal ser diferente e, neste carnaval de idéias e trejeitos, as identidades quase sempre meio que se perdem. Essa geração tem à sua frente um punhado de opções de vida e permanece, na maioria dos casos, em cima do primeiro muro que encontrou pelo caminho.

Minha geração tem uma infinidade de sonhos e pouca iniciativa. E temos medos. Alguns deles são antigos, outros historicamente inéditos. O grande monstro dessa minha geração, em verdade, chama-se futuro. A incerteza, a exaustão, as pequenas frustrações diárias e grandes dúvidas existenciais povoam-nos o sofrimento.

Se me perguntassem qual o traço singular dessa infinidade de pessoas diversas e heterogêneas com as quais me cruzo, convivo ou assisto de relance, não hesitaria em afirmar: a dúvida. O medo do passo em falso, estremecimento diante das grandes decisões, as incertezas que não encontram contrabalanceamento em crença nenhuma. Somos órfãos de fé. Carentes de um ponto de apoio, um plano, um ideal. Vejo diariamente ao meu redor grandes muralhas despencarem ao primeiro sinal de dificuldade, e me sinto só.

Vejo a minha geração chorar em surdina, a cada noite, toda essa dor que no dia a dia não consegue gritar em voz alta. Pois bem, a minha geração sofre em silêncio. E por maior que seja a multidão que a cerca, se sente sozinha.

Somos feitos de suor, solidão e um punhado de sonhos improváveis que alimentam o sorriso triste ao cair da tarde. Somos cheios de vazios, numa eterna espera por algo que nos preencha. Inconscientes da nossa (não)condição, vamos sendo o

tanto
que nos é
possível suportar
dessa existência
extenuante.





Tenho buscado uma coisa que nunca chega. E essa busca não me cansa; completa.
Engraçado como demorei a perceber essa infinidade de coisas curiosas ao meu redor.

("Eu tenho minhas crenças, não sei quanto a você. Acreditando nelas, olha o tempo que eu perdi.")

Ouvindo: Whistle Stop, Funk Como le gusta


09 de Fevereiro. É isso. Tá aí. A data é essa. Pronto.

(É meio surreal quando os sonhos começam a ganhar contornos de realidade)

O cartãozinho do dia dos pais que minha mãe pediu pra eu fazer...

"O resumo da ópera"


Não, não é uma mera figura de linguagem. Esse papo aqui vai acabar, em algum ponto, realmente com um resumo de ópera.

Estava eu em casa, distraída, fazendo um favorzinho para a minha madrecita. Eis que a mesma chega, com dois despretenciosos convites para a estréia de uma ópera (isso mesmo: uma ópera) no TCA, hoje, às 8 hs. É lógico que ela não ia conseguir arrastar meu "festivo" pai pra (lugar nenhum!) o TCA em plena quinta feira, assim, de supetão, então.... sobrou pra mim (no melhor dos sentidos). Peguei os convites, deixei aqui ao lado do computador mesmo, e fui terminar o favor que ela tinha me pedido (um cartão para o dia dos pais, pro Oficina - quando tiver pronto eu coloco aqui). Bom, deixa eu contar o que interessa...


E assim aconteceu ...


Estrelando:
Juliana Kalid Coelho, 22 anos, nascida em Salvador, estudante, estreando na categoria "ópera".
Nara Mendes da Silva, 23 anos, nascida em Salvador, estudante, sedenta, traje despojado, rímel nos cílios e também marinheira de primeira viagem no gênero "ópera".


Primeiro Ato: Chegamos em CIMA da hora e corremos feito loucas pra entrar, mas deu certo. Achamos vaga rapidinho, e conseguimos dois lugares na frente do palco. Sentamos, comportadinhas, como meninas prendadas que somos. As luzes enfim se apagaram, e a cortina naaaaaaada de abrir. Um clarão surge dum imenso vão no chão na área anterior ao palco, e aparece só uma carequinha; o regente da orquestra. A orquestra (que fica escondida, dentro do vão) começou então a tocar - e assim se passaram 20 minutos de seriedade, para apreciar a boa música. Enfim, as cortinas se abriram. Bailarinos surgem por todos os lados, numa dança meio doida, e ninguém diz nada. Saem de cena. Mais 7 minutos de música.

Segundo ato: Entra uma voz, cantarolando coisas indecifráveis. E depois outra. E depois outra. De repente, haviam três personagens no palco, e um diálogo musicado do qual eu não endendia bulhufas. Pensamento-pérola do momento, que depois descobrimos que nós duas tivemos: oxee ... será que ópera é assim mesmo? Será que não se fala palavras conexas, será que são só sussurros, e a gente tem que abstrair, sentir o que o ator tá querendo expressar? Depois, veio a possibilidade de ser tipo uma "linguagem universal", ou um tipo de dialeto, que só quem já é familiarizado consegue contemplar ... ??

Terceiro Ato: Aquele negócio todo acontecendo, os personagens cantaaadôôôôôaaaaa askerbikóóóóófêêêê, brinkoftóóóóóskêêê, repsvikrááá e a gente com cara de idióóóóaaaaatááááás,abestalhádáááááááás sem entender um "ai". Aí, não deu o que prestasse; caímos na besteira de olhar pra a cara uma da outra, e a crise se instalou. Riso incontrolável, daqueles que só aparecem quando você NÃO PODE RIR DE JEITO NENHUM. E o povo todo lá, concentrado, sem dar um piu. Eu tapava o nariz, tapava a boca, choraaaaaava de rir, me embolava, virava quase de costas pra Nara e naaaada . A cada som eskisitóóóóóóóóóf que um tenor, barítono ou (sei lá sequer que diabos é isso) qualquer disgrama daquela soltava, eu ficava mais desesperada, quase morro sufocada. Cheguei a implorar (por gestos!) pra a gente ir embora, pois daquele jeito não ia dar meISmo, eu já tava quase dando vexame, mas Nara só balançava a cabeça dizendo que "não" enquanto choraaaaava de rir. A gente levou, sem NENHUM EXAGERO, 20 minutos seguidos sem parar de rir, imaginando que porra que a gente tava fazendo naquele lugar, como é que alguém saía de casa pra ver uma coisa que não consegue entender, etc.

Quarto Ato: "A descoberta". Quando eu já estava roxa, Nara me deu uma cutucadinha, já sem fôlego também, e apontou pro teto. Dããããã... Santa ignorância, veeeeeelho ! Tinha um letreiro em cima, traduzindo tudo do ALEMÃO (isso, a ópera era em Alemão, sentiu o drama?) pro português. Me desculpem a linguagem chula, mas QUASE ME MIJO DE RIR! Fazia um bom tempo (aliás, nem me lembro da última vez!) que não dava tanta (ou desse tipo descontrolado) risada. E isso foi só o básico; pra não me extenter ainda mais... é LÓGICO que a gente ficou confusa com os "intervalos" entre atos, sem saber se podia sair, ou se tinha acabado. HILARIANTE!

Desfecho: achei até legal, a voz deles é impressionante (apesar de que, nem tenho com que comparar!). Valeu a experiência (de quase três horas de duração) :-)




Beijo e queijo!



dum alguém qualquer nessa noite de chuva



Mesa posta, cadeira vazia e uma vela a arder cheia de intenções.
Não, não seria daquela vez.
A voz não veio, e consigo manteve longe o carinho, o beijo, o toque; a presença.
Sim, estava triste.
Mas não sabia quedar.
(a esperança era sua única posse).


Ando um pouco vazia de palavras.

O engraçado é que noto isso apenas quando venho aqui, e descubro que não tenho escrito quase nada.
Acho que é chegada uma daquelas fases chatinhas, em que não tenho muito saco pra falar. Tá tudo muito bem, tranquilo demais, paz gostosa na qual nem quero mexer.
Sei que isso aqui está meio chato, pendendo mais pra um pretenso manualzinho cultural de alguém pouco confiável :-) Mas, infelizmente, hoje é só isso que posso (ou tenho vontade) de oferecer.

Minhas novas "aquisições" :



Este filme é um documentário do premiado diretor Michael Moore (de "Tiros em Columbine, que eu ainda não assisti). Fui conferir essa nova obra dele, "Fahrenheit 11 de Setembro", uma crítica sarcástica ao governo Bush. Tinha lido uma crítica severa de Reinaldo Azevedo na revista "Bravo!" a respeito deste documentário e fiquei curiosa. Ainda não reli a crítica depois que assisti o filme, mas ... tenho que assumir que por mais resistência que eu tenha a esses filmes bem "teorias conspiratórias anti imperialistas", achei esse particularmente bem convincente (como tinha que ser, lógico ... por se tratar de um documentário). Mas a cara de pau de Moore e o humor satírico tomam a cena, em contraste com os episódios chocantes dessa guerra mesquinha. Passei o filme inteirinho sussurrando um "filho da puta!" cada vez que aparecia a cara cínica de Bush. É ideológico, é tendencioso, mas cumpre sua função; contesta essa nossa resignação.
Quem ainda não viu, vai conferir!




Não, eu ainda não tinha assistido "Clube da Luta" (nem eu nem Brisa!). Achei a narrativa envolvente, idéias interessantes, e um texto... bem, gostei muito do texto mas tenho que admitir que preciso ver mais uma vez antes de comentar o que achei. Só acho (e podem me chamar de ignorante) que no final, o filme ficou meio perdido. Acho que forçou muito a barra ... a ponto de, ao invés de surpreendente, ficar meio vago, no ar demais (ah, deixa pra lá , se não conto o final do filme e estrago a surpresa...). De qualquer forma, muito muito muito bom. Também indico.









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