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Vitrine de mim




Não tinha como deixar de dividir esse momento com vocês ... (até porque, eu nem conseguiria!). Sendo assim, deixa eu apresentar aos amigos, o mais novo integrante da família Kalid, meu sobrinho Lucas (MUITO lindo) !!!!!!!! Essa foi a "série" (ou projeto de série) de fotos que consegui tirar, com todo meu nervosismo, da primeira vez que eu vi Luquinhas (nem dá pra notar o quanto eu tava tremendo, né? rs..).





(incrível como de repente, a gente se pega já amando tanto um alguém, tão pequenininho, que a alguns instantes ainda nem estava entre a gente. Dessa vez, tenho que confessar - não tenho palavras pra descrever a sensação ...)


Acordei bem disposta a enfrentar cada um de meus monstros. Escancarei a janela, destravei as portas, me sentei confiante no sofá da sala, e esperei



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nada aconteceu.






(depois disso, dentro de mim, uma criança assustada ganhou asas e se prepara para alçar seu primeiro vôo)



Esse hoje é o futuro de um tempo passado recente em minha vida... Completamente imprevisto, improvisado, reconstruído a partir dos restos daquilo que um dia comecei a deixar de ser. Sou agora uma colcha de retalhos; sinto a minha história ser bordada, sem que eu saiba exatamente onte se encontra o fio da meada.
Espero, com a ânsia de quem, na verdade, necessita , que esse carretel de linha que alimenta meu bordado ainda esteja bem munido, pois o caminho que sonho seguir não é nada curto.

(Não, não mudei tanto assim. As coisas ao meu redor é que teimam em se reconstruir a cada amanhecer, e eu permaneço desse jeito; maravilhada, encantada com as infinitas possibilidades de "ser" de uma mesma coisa - e ao conceito de "coisa", ouso me incluir).

Continuo sonhando alto demais. Mas a possibilidade de frustração não mais me atemoriza.

Hoje sou sorrisos, planos, projetos e desejos de futuros diversos. As possibilidades que me aguardam não são as únicas ao meu alcance (existe um outro tanto que, de repente, posso simplesmente agarrar - sem aviso nem previsão).


"Feche a porta, esqueça o barulho
Feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho
Eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo (...)"



Os dias deveriam estar sendo contados de trás para a frente. O que me espera? Esse poço, esse buraco sem medidas, que acredito (preciso acreditar) não ser realmente profundo demais. Uma queda qualquer, provável que seja, deve se mostrar passível de um "reerguer" posterior.
Não, eu não estou mais com medo. As dúvidas todas permanecem intactas, mas novas seguranças surgiram. Descobri que não preciso daquelas certezas que tanto busquei.
Elas não são sequer reais; jamais serão (não pra mim).
Meu futuro em muito me pertence, mas em mais ainda depende do acaso. Eu dependo do acaso. E isso não me amedronta; me faz mais leve.
Aquelas tantas vozes, cheias de angústias, preocupações, incertezas e palpitações quanto a tudo, o tempo inteiro, acalmaram-se um pouco dentro de mim. O meu momento hoje é de paz, e isto parece importar acima de qualquer imprevisibilidade que o futuro carregue.
É por isto que ando calada. Por esse motivo, ando tão (de um outro modo) mais quieta. Uma tranquilidade nova, à qual sequer sei dar nome, bateu à porta da minha vida num momento inesperado, quando eu deveria estar morta de vontade de gritar um tanto de coisas ao mundo.
É ... engraçado, realmente. As coisas nem sempre acontecem como deveriam. Elas quase nunca se desenrolam como imaginávamos. Elas vão se desembaraçando, dando novos nós, desatando-os vez por outra por si só. Ela corre, ela pega qualquer um desprevenido (principalmente àqueles pretenciosamente programados demais). A vida acontece, simplesmente. Independente. Felizmente.


(...) Daqui não tem mais volta, pra frente é sem saber
Pequenos paraísos e riscos a correr."




[trechos de "Hora do Mergulho" e "Lance de dados", Eng. do Hawaii ]




dessa outra (ou a mesma?) que venho aprendendo (ou voltando?) a ser.


Hoje eu me peguei pensando em mim; o que, a pouco tempo atrás, seria um fato absolutamente trivial. Acontece que, por uma série de motivos - reunidos, sucessivos, espalhados, conjugados, incongruentes e até inconscientes -, já fazia algum tempo que não me pegava às voltas comigo mesma. Engraçado notar isso; gostoso demais perceber como os novos rumos que escolhi trilhar me apontaram um caminho além do meu próprio umbigo...

... Não, eu não me abandonei. Estava apenas a cuidar do meu redor, e de tudo aquilo que me circunda e pode me fazer melhor ou pior. Estive durante esse tempo planejando coisas viáveis, palpáveis e em breve realizáveis. Estive também me ocupando em viver, em sentir, em aprender sem muitas preocupações desnecessárias.

... ... ... Hoje eu finalmente me notei um pouco mais livre ... ... ...



O lado bom disso, não é possível sequer descrever. O lado frustrante, por outro ângulo, é ter percebido o quanto isso tudo só dependia de uma simples iniciativa minha, um passo apenas... durante todo esse tempo. Notar isso me fez sentir meio que "traída" por mim mesma; não, não... traição é uma palavra forte demais. Acho que se trata de uma certa sensação de desleixo; assim, bem banal mesmo ... como se algo muito valioso estivesse sempre ao meu alcance e eu, simplesmente por não olhar para os lados, centrada que estava em meu próprio umbigo, nunca sequer me dei conta de sua existência.

Enfim pareço ter despertado pro tanto que posso fazer por mim mesma
E por isto me sinto um tanto mais leve
De repente, como quem descobre uma coisa bem óbvia, ou acha algo que nem notou um dia haver perdido, me sinto novamente (ou pela primeira vez, já nem sei ao certo...) verdadeiramente dona das minhas escolhas.
Sinto que apesar do destino fazer seu papel e tentar limitar as possibilidades de minha vida, eu tenho sim como descobrir as formas de driblar isso tudo que quer se mostrar tão inalcançável, mas no fundo, de alguma forma, não o é (e, acreditem...nunca é).
Acho que estou pouco a pouco me convencendo da minha própria capacidade de construir alternativas completamente novas rumo a tudo o que, à primeira vista, julguei um dia inatingível. (e isso me liberta de uma forma inexplicável).

O que tenho a dizer do que sinto nesse momento, é que é muito bom (re)aprender a ser. E é isso que tenho feito, por motivos e de formas completamente inéditas em minha história; estou enfim readquirindo uma parte de mim que a tempos (imemoráveis) já não conseguia mais sequer vislumbrar.
(e as razões pra esse "resgate" repentino são tantas, e tão fortes, que parecem vez por outra querer me tomar inclusive as palavras - que eu antes considerava tão incondicionalmente minhas! - definitivamente: ainda tenho muito o que aprender ... - e isso só me faz ainda mais feliz ... )









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