Sempre fui um tanto assim; estar vazia me incomoda. E incomodada, tento destrinchar cada fio de sensações insuficientes que me ocorrem. Quando me sinto borbulhar, no entanto, pareço incapaz de falar. O momento se basta, e minhas palavras então me parecem inúteis.
Os dias têm sido dessa forma, absolutamente transbordantes. Até os momentos mais vazios carregam em si o peso de uma felicidade desde sempre desejada e agora, enfim, vivida. Estar feliz e consciente das proprias conquistas é algo indefinivel. Alcançar um lugar, pessoas, sentimentos, ou qualquer objetivo que seja, definitivamente tem um gosto único.
Longe de todos que a algum tempo me eram tudo, é estranho começar a perceber que estar só nao é assustador como alguns imaginam. Estar só é uma porta para se conquistar novos espaços e novas "indispensáveis" companhias. Hoje respiro com um ar de sucesso ao olhar a meu redor e conseguir enxergar, com clareza, um punhado de novas inestimáveis conquistas. Existem pessoas que hoje me rodeiam, e só me rodearão nessa etapa de vida, que tenho certeza mais do que plena de que já se firmaram parte de mim. A distância ultimamente para mim tem se moldado a uma concepção completamente nova.
Que o que realmente importa não se desfaz tão facil, já virou fato. Com essa nova certeza, voltar para "casa" tambem não me soa mais tão doloroso.
Hoje sinto ter descoberto que o meu porto seguro, na verdade, não tem um endereço fixo. Com o dia de amanha eu lido, com o seguinte eu sonho ... mas dai por diante deixo a mercê do destino. (coisas planejadas demais não me fazem muito sentido)