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De mim
exijam pouco...
Pois o tempo
que me resta
é louca busca
de como atravessar
o Sol...
(Damário da Cruz)
Mais um fim de semana a riso solto, cheio dessa urgência de vida tão nossa. São dias assim sem prumo, recheados de descobertas coloridas e pôres do sol de tirar o fôlego, que fazem todo o resto valer a pena.
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Tem momentos na vida em que a gente precisa que o tempo dê um tempo.
É como reencontrar um velho grande amigo, revolver lembranças e se embriagar de cumplicidade. E contrariando toda boa vontade, de repente aparentar que todos os diálogos caminham a lembrar que os anos passaram depressa demais. E que apesar do mesmo amor de sempre, a gente já não se conhece mais tão bem. provavelmente nunca mais.
(doeu me sentir forçada a sufocar palavras que eu tinha tanta urgência em partilhar)
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Coisa que futuca sem porquê. Graça que brota assim, só de ver.
E quer saber? A gente nem ao menos precisa entender ...
( pra rimar, mesmo. bobo e fácil, como meu sorriso ao te encontrar)
- e não é que nem todo sentimento precisa ser grave?
gostoso notar que uma ternura tenha nascido assim: leve e despretensiosa.
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Haverá sempre um espaço, tão profundo, onde as palavras não chegam.
[ as suas chegam quase lá, amiga ]
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Somos, enfim, o que fazemos para mudar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia. Nessa fé, fugitiva, eu creio. Para mim é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo. (Galeano - Livro dos Abraços)
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Tem coisas que a gente deixa ser por falta de opção, na esperança de que um dia realmente venham a se tornar. Outras a gente deixa ser esperando que não se tornem nunca, né?
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Resolvi tirar a poeira da minha coleção de pequenos prazeres. Resgatei-os um por um de dentro daquela velha gaveta ranzinza e revivi um tempo em que a minha alegria era simples.
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Meu silêncio não é mudo, você bem sabe. Agora mesmo ele pede licença pra quebrar tanta distância e entregar pra você um embrulho de palavras acumuladas.
Um dia eu percebi que a nossa história estava prestes a se tornar mais uma das minhas portas entrefechadas. Na falta de uma solução indolor, meu impulso foi trancar você do lado de fora. Pois bem: perdi a chave.
E não é que talvez isso tenha nos salvado de nossas próprias armadilhas? A vida entre tantas portas é quase um labirinto e era sempre em você que me esbarrava, mesmo sem querer, enquanto tateava a saída.
Ou talvez meu impulso tenha sido exagerado. Talvez ruminar tanta sensação indigesta fosse a melhor maneira de criar forças pra virar a página... (vai saber).
É... Meu silêncio tagarelou.
No fim das contas não era nada disso que ele queria falar pra você: era só pra dizer que me senti feliz por uma vitória sua. E deu vontade de derrubar qualquer porta, janela ou parede só pra te dar um abraço apertado e dizer: parabéns.
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hora de desatar os nós, ligar os pontos
e deixar pra trás essa mania de viver a frases soltas.
(tá vendo como é difícil?)
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sabe,
pra quem não vai a lugar nenhum
acho que a gente foi longe demais.
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quando o sol apareceu
percebi que nem havia tanta angústia assim... era o frio que incomodava mesmo.
Será que acobertar a tristeza nessas horas resolve?
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